Publicado em 21/02/2014 as 12:00am

Filha de brasileira divide o amor pelo esporte e advocacia

Filha de brasileira conta como divide o amor pelo esporte e a advocacia

Patrícia Miranda decidiu adiar a faculdade de Direito por um bom tempo e se dedicar ao wrestling nos jogos olímpicos. A atleta ficou com a medalha de bronze na categoria 48 kg, em 2004, nos jogos de Atenas (Grécia). Agora, ela é graduada pela Yale Law School, ganhou bacharelado na Stanford University (California) e atua como advogada de imigração em Monterey e Salinas.

A sua carreira como atleta terminou em 2009, depois de uma tentativa sem sucesso de participar das Olimpíadas de 2008. Patrícia conta que o maior obstáculo foi o seu pai que relutou muito em aceitar que ela deixasse a Universidade para seguir como atleta. “No início eu lutava com meninos, mas quando entrei na faculdade ingressei no circuito feminino”, conta.

No ano seguinte após ter entrado na faculdade, Patrícia decidiu trancar a matrícula e dedicar-se integralmente ao esporte. Por isso acabou se mudando para o Centro de Treinamento Olímpico em Colorado Springs. “Mas meu pai sempre tentou me tirar dos torneios e impedir que eu continuasse e ameaça processar a escola por permitir que eu deixasse os estudos em segundo plano”, lembra. “Ele dizia que sua maior preocupação era por eu ser a única menina e que isso era perigoso”, continua.

Patrícia fala que não saberia escolher entre o esporte e a vida academia, pois ambas a perseguem por muito tempo. “Amo tanto um quanto o outro”, explica. Mas a sua maior conquista, segundo ela, foi iniciar a carreira como advogada, criar um filho e continuar envolvida com a comunidade. “Eu sempre tentei equilibrar as coisas”, continua.

A sua maior inspiração é sua mãe, que morreu quando Patrícia tinha apenas 10 anos de idade. “Por muitos anos, meu subconsciente ficava imaginando o fato de eu não ter uma mãe e ela sempre estava em minha mente”, fala ressaltando que o fato de perdê-la cedo, a deixava com muito medo. “Mas algo dentro de mim mandava eu deixar de ser covarde e encarar a vida. Isso me motivou em todos os sentidos”, continua.

Patrícia nasceu em Manteca (California), e foi a primeira mulher americana a receber uma medalha em lutas nos jogos olímpicos. Ela é filha de brasileiros que se mudaram para os Estados Unidos como refugiados políticos. O seu marido e ex-treinador, Levi Weikel, também é um bacharel em Direito.

Fonte: (da redação)