Publicado em 24/02/2014 as 12:00am

Brasileiros declaram que temeram por suas vidas

Brasileiros declaram que temeram por suas vidas em incidente após show de Lucas Lucco

Após a divulgação do incidente involvendo a brasileira Sanúbia da Silva, que foi atropelada após o show de Lucas Lucco no Club Lido, em Revere – MA na última segunda-feira(17), de madrugada, alguns brasileiros se manifestaram, afirmando que também quase foram vítimas do suspeito, que até o momento continua foragido.

Os presentes, que após ter sido contatados pela reportagem do BT prefiram não se identificar, afirmam que o suspeito não parecia estar sóbrio, e pela velocidade em que o carro deixou o estacionamento, deveria estar com a consciência alterada, afirma uma das testemunhas. “Eles quase nos atingiu, mas tivemos mais sorte que a Sanúbia, porque estávamos mais distantes e pudemos nos precaver após escutar o carro vindo em alta velocidade”afirma uma brasileira que estava presente, mas que não quer se identificar. Saindo do show com um amigo e outra amiga, ela afirma que o suspeito estaria fazendo movimentos de ‘zig zag’ pelo estacionamento, e que mesmo consciente de que teriam pessoas saindo do local, não se importou. “Ele deveria estar alcoolizado ou nervoso com alguma coisa, porque ele estava saindo do estacionamento simplesmente não ‘dando mínima’ se tivesse alguém caminhando na frente do carro. Ele estava disposto a passar por cima de quem passasse na frente dele” afirma a brasileira. Ela e os amigos deixaram o show ainda traumatizados mas agradecidos que foi apenas um susto. “Graças a Deus não fomos atingidos, mas meu coração não parou de bater forte até depois de eu chegar em casa. Quase não dormi a noite pensando que eu poderia não estar viva se ele tivesse atropelado a gente” completa ela.

Brasileira atingida

Após o término da apresentação do cantor mineiro, considerado o novo fenômeno da música sertaneja universitária no Brasil, a brasileira Sanúbia da Silva, de 30 anos, deixou as dependências do Club Lido juntamente com um amigo, quando ambos avistaram um carro em alta velocidade e fazendo movimento de ‘zig zag’ no estacionamento do local. O amigo da brasileira, notando que o veículo estava vindo em sua direção, conseguiu desviar da colisão, mas Sanúbia não teve a mesma sorte. “ Eu não lembro de nada, só sei que meu amigo viu o carro se aproximando, me puxou para evitar a batida, mas ainda sim fui atingida e só lembro de me levantar após a colisão” afirma Sanúbia, que acredita ter sido atingida pelo retrovisor do veículo. “ Meu amigo conseguiu pular sobre o carro e evitou ser atingido mas eu esfolei o corpo inteiro” completou a brasileira, que trabalha como bancária.

Segundo Sanúbia, além das escoriações ao longo do corpo, ela também sofreu traumas na coluna e realizou uma série de exames para diagnosticar o dano causado. “Fui levada para a emergência do hospital , a polícia foi chamada e o caso está sendo investigado pelo Departamento de Polícia de Boston. Como ele foi a principal testemunha, meu amigo prestou o depoimento e a polícia já está trabalhando para identificar esse ‘menino’” afirma Sanúbia, que suspeita de um indivíduo, o qual tem amigos em comum, mas como as investigações continuam, ela prefere afirma deixar a  resolução do caso nas mãos da polícia. “Como tudo aconteceu quando as pessoas estavam saindo do Lido, tem muitas testemunhas, e várias pessoas reconheceram a placa do carro. Ouvi falar que ele fugiu, mas a polícia ‘já já’ descobre onde ele está” afirma a brasileira, que vive nos EUA há 15 anos.

Sanúbia afirma que espera que a pessoa pague pelo que fez. “A pessoa não pode passar por cima de outra pessoa com um carro, não prestar socorro e nada acontecer. Ele tem que ser preso e no que depender de mim, vou ajudar a polícia a descobrir quem foi que transformou uma noite feliz em um pesadelo” afirma ela, que quer tornar o caso público para evitar que crimes como esse fiquem impunes.

Para quem testemunhou o incidente e tiver pistas de onde o suspeito esteja, entrar em contato com a CrimeStoppers Tip Line no número 1 (800) 494-TIPS.   

Fonte: (da redação)