Publicado em 9/03/2014 as 12:00am

Novidades sobre AIDS pode beneficiar brasileiros

CONFERÊNCIA


Terminou, nesta quinta-feira (6), nos Estados Unidos, uma conferência médica internacional sobre a Aids e o vírus HIV.

Em vez de tomar vários remédios diariamente por toda a vida, portadores do vírus HIV poderiam tomar uma única injeção de tempos em tempos.

A possibilidade de uma terapia mais conveniente para pacientes soropositivos vem de uma pesquisa feita pela primeira vez em humanos.

Usando uma técnica batizada de "edição genética", cientistas americanos retiraram células do sistema imunológico de 12 pacientes. Em laboratório, modificaram o DNA para tornar as células mais resistentes ao HIV. E injetaram o material de volta no organismo.

Metade dos pacientes deixou de tomar os medicamentos tradicionais por um tempo. Mesmo assim, na maioria, os níveis de HIV caíram e ficaram baixos por vários anos.

Os pesquisadores esclareceram que não se trata de cura. Mas de uma forma de melhorar a resistência e a saúde dos pacientes.

Os cientistas reunidos em uma conferência médica focada no vírus da Aids, nos Estados Unidos, anunciaram que brasileiros vão participar de uma outra pesquisa, com colegas americanos e sul-africanos. O objetivo é saber se é possível curar bebês que nasceram com o vírus HIV porque não receberam tratamento adequado enquanto a mãe estava grávida.

Dois bebês que tomaram remédios antivirais assim que nasceram conseguiram se livrar do vírus da Aids. Um deles tem três anos.

A criança foi tratada por um ano e meio até que a mãe, por conta própria, deixou de dar os medicamentos à filha, que até hoje continua sem o vírus.

O caso mais recente é de uma menina da Califórnia, hoje com 11 meses. Logo depois que o bebê nasceu, os médicos deram altas doses dos remédios AZT, lavimudina e nevirapina. A pediatra Yvone Bryson, que acompanha o caso, disse que o tratamento, que não é comum para recém-nascidos, deu resultado: o vírus HIV desapareceu.

O repórter do Jornal Nacional perguntou se eticamente é aceitável interromper o tratamento. Ela respondeu que isso vai ser discutido com a família, depois que o bebê completar 2 anos.

A doutora disse que só depois de cinco anos, será possível falar em cura. O que se sabe agora é que quanto mais cedo começar o tratamento, maior a chance.

Fonte: (g1)