Publicado em 1/04/2014 as 12:00am

Insatisfação com Renato cresce, e debate sobre saída é intenso

Insatisfação com Renato cresce, e debate interno sobre saída é intenso

A unanimidade não acompanha Renato Gaúcho na quinta passagem dele pelo Fluminense. Desde que entrou em pauta nos últimos dias do ano passado, o nome do treinador sofreu forte resistência do presidente Peter Siemsen e de membros da diretoria tricolor. Como de praxe, prevaleceu a vontade do presidente da patrocinadora do clube, Celso Barros, e o ex-atacante assinou contrato para comandar o time em 2014. Três meses de trabalho e uma eliminação no Campeonato Carioca depois, há insatisfação com o desempenho do técnico, e ela cresceu nos últimos dias.


No processo cheio de reviravoltas da contratação de Renato, em dezembro, Peter Siemsen pretendia acertar com Ney Franco para comandar o time em 2014, mas Barros bateu o pé e avisou que só gastaria dinheiro para contratar o seu preferido. Antes, porém, Tite já havia recusado o convite. O mandatário tricolor não mudou sua visão sobre Renato Gaúcho. Para ele, o treinador não tem métodos de treinamento e perfil de formador de elenco desejados. Coletivos e treinos táticos viraram raridades desde o fim da pré-temporada, o que gera críticas. No entanto, Peter entende que só a troca não seria o bastante para dar um choque na equipe. 

- Peter está convencido de que o problema não é só o técnico. É técnico e elenco. Substituir o técnico pode não resolver. Considera o elenco envelhecido - disse uma pessoa ligada à diretoria tricolor.

A reformulação do grupo e a contratação de reforços esbarram na queda de braço entre Peter Siemsen e Celso Barros. O clima é muito pesado, e o presidente da Unimed sempre que se coloca na contramão das vontades do clube é radical. Celso marca posição clara: quem quer rir tem que fazer rir. Em sua mais recente imposição, condicionou o investimento em reforços para o clube ao retorno do diretor executivo Rodrigo Caetano, que hoje está no Vasco. Peter não aceita Caetano de volta. Circula nos bastidores das Laranjeiras a informação de que o presidente poderia tomar uma decisão dura sobre as divergências. 

Até a noite desta segunda-feira, véspera do fechamento da janela de transferências internacionais, nenhum jogador de fora do Brasil foi anunciado como reforço do clube. O prazo termina às 23h59m desta terça, e a chance de alguém chegar é praticamente nula.  

Renato Gaúcho tem um contrato com o Fluminense e outro com a Unimed-Rio. O treinador custa de cerca de R$ 550 mil mensais. Deste valor, R$ 50 mil são de responsabilidade do Fluminense, e o restante é da patrocinadora. Não há multa rescisória no contrato de Renato com o Tricolor.

Nesta quinta passagem, o técnico comandou o time em 18 partidas. Foram nove vitórias, cinco empates e quatro derrotas, um aproveitamento de 59,2%. O Fluminense marcou 33 gols e sofreu 21.

Fonte: g1