Publicado em 2/04/2014 as 12:00am

Pernambucana pode perder guarda da filha nos EUA

Pernambucana vive expectativa de perder guarda da filha nos EUA

A pernambucana Karla Janine Albuquerque, 43 anos, vive a expectativa de ver a a sua filha, de 6, voltar à Flórida para morar com o pai, Patrick Joseph Galvin, que ela acusa de ter abusado sexualmente da menina. Na quarta-feira (2), está prevista uma audiência, no estado do Texas, que deve definir o futuro da brasileira. Em entrevista ao G1, Karla informou, entretanto, que já foi notificada pela Justiça americana sobre a perda da guarda da criança.

"Infelizmente, ontem recebi a confirmação que minha filha, Amy Katrin, será levada de volta a Flórida, logo depois da audiência que ocorrerá amanhã. Precisamos de socorro urgente. É a vida da minha filha, de apenas 6 anos de idade, que está sendo decidida e posta em risco", comentou Karla.

Apesar da informação obtida por Karla, a assessoria de imprensa do Itamaraty - Ministério das Relações Exteriores - informou que ainda não houve nenhuma decisão sobre a guarda de Amy, de acordo com os correspondentes na cidade de Houston. Isso pode ocorrer amanhã, na audiência marcada para o meio da manhã no Texas (no início da tarde, no horário do Recife).

Na página criada no Facebook  para informar sobre o caso, Karla publicou nesta quarta que 
"Esta ordem [guarda da criança] foi assinada pelo juiz F. Shields McManus, de Stuart/Flórida, mesma cidade do pai biológico, Patrick Joseph Galvin, abusador/pedófilo convicto e registrado desde 1996". Também na rede social, a família solicita a assinatura de uma petição online para ajudar a situação da brasileira.

De acordo com Karla Janine, ela precisa de dois advogados na Flórida para poder resolver a situação naquele estado, onde ela morava com a pai de Amy. Entretanto, a falta de recursos financeiros impede a defesa. "A advogada que me representou aqui no Texas foi paga com recursos próprios, através de amigos e doações", informou. A Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) ficou de encontrar um advogado criminal competente na Flórida, mas até a publicação desta reportagem a OAB não confirmou a contratação do profissional.

Entenda o caso


A pernambucana acusa o ex-marido norte-americano de ter cometido crime sexual contra a filha deles. No entanto, sem comunicar à Justiça, ela mudou-se da Flórida para o Texas com a filha, impedindo que o pai visitasse a garota, como havia determinado o Poder Judiciário. Por não cumprir a decisão, acabou detida em 16 de janeiro. Desde então, a menina está em um abrigo mantido por uma família cadastrada junto ao Department of Children and Families (DCF), espécie de conselho tutelar do País.

Como a pernambucana havia sido detida no Texas, mas a ordem de prisão foi expedida pela Corte da Flórida, as autoridades consulares decidiram solicitar à Justiça a transferência do processo-crime para o Texas. Ao analisar o pedido, o Juízo da Flórida limitou os efeitos da prisão, concedendo que ela respondesse em liberdade.

Segundo a Delegacia da Flórida, o pai da criança foi condenado por um crime em 1996, mas não chegou a ser preso – passou cinco anos em liberdade condicional e atualmente não cumpre nenhum tipo de pena, mas segue sendo investigado. Ele foi incluído na lista de “sexual ofender” por ter apresentado comportamentos inadequados, sem ter necessariamente (Agência Globo/ Agência ABNT)