Publicado em 18/04/2014 as 12:00am

Manifestantes protestam em presídio de imigração

Manifestantes protestam em frente a presídio de imigração em MA

Aproveitando a Semana Santa, ativistas imigrantes e líderes religiosos de Massachusetts, Connecticut e Vermont formaram uma cadeia humana na entrada do Centro de Detenção de Suffolk, em Boston (Massachusetts). Eles exigiam uma ação do presidente Barack Obama para acabar com o sofrimento causado pelas deportações.

Alguns manifestantes não tinham medo de serem presos por participar do protesto. Entre eles, está Alejandro Gonzales, que é um imigrante indocumentado que vive em Connecticut. “Eu participo desta desobediência civil durante a Semana Santa para mostrar às autoridades que rejeitamos as leis que criminalizam o nosso povo, só porque não temos um pedaço de papel”, disse.

Gonzales acrescenta que mesmo sabendo que pode enfrentar uma deportação, ele pensa nos onze milhões de imigrantes que precisam de apoio. “Por esta razão, a palavra medo não está em meu vocabulário. Neste dia Santo, devemos lembrar que temos que fazer sacrifícios para ajudar a nossa comunidade”, continua.

Este protesto ocorre enquanto cresce a pressão para que a Casa Branca tome uma posição em favor das muitas famílias que estão sendo separadas pelas deportações. Isso porque a administração de Obama foi a que deportou mais imigrantes em toda a história. Através do programa“Secure Communities”, ele foi o presidente responsável pelo maior número de deportações.

Em Massachusetts, 68% das pessoas deportadas através deste programa não tinham condenações penais de qualquer natureza. Apenas foram presas por pequenos delitos, como infrações de trânsito. Diante disso, os legisladores do estado consideram aprovar um projeto de lei, o TRUST Act Massachusetts (SB 1135), que limitará a aplicação “Secure Communities”. Em Connecticut um projeto semelhante foi aprovado por unanimidade no ano passado.

Outra manifestante é Maria Peniche, uma estudante universitária indocumentada que moram em Revere (MA). Ela sabe que está correndo risco de prisão, mas afirma: "Eu cresci aqui. Esta tem sido a minha casa desde que eu tinha dez anos e não tenho antecedentes criminais, mas o ICE me deteve, me algemou, me interrogou e tentou quebrar meu espírito, só porque eu vim para este país sem documentos. O presidente tem a autoridade legal e a responsabilidade moral para acabar com este sofrimento agora.

Outra manifestante é Jasmine Mendoza, de Connecticut, cujo marido foi deportado no ano passado. Ela afirma que é hora de todos se unirem e falar “não às deportações”.

 

Fonte: (da redação)