Publicado em 29/04/2014 as 12:00am

Arrecadação soma R$ 293,4 bilhões e bate recorde

Arrecadação soma R$ 293,4 bilhões e bate recorde


A arrecadação federal – que inclui impostos, contribuições federais e demais receitas, como os royalties – somou R$ 293,42 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa novo recorde histórico para este período, informou nesta segunda-feira (28) a Secretaria da Receita Federal.

Sobre o mesmo período de 2013, ainda segundo dados oficiais, houve uma elevação real (acima da inflação) de 2,08%, informou o Fisco. Nos três primeiros meses do ano passado, a arrecadação somou R$ 290,15 bilhões (também em valores já atualizados pela inflação). Até o momento, o maior valor arrecadado no primeiro trimestre de um ano havia sido em 2012 - quando entraram R$ 291,55 bilhões nos cofres públicos.

Em termos nominais – ou seja, sem a correção pela inflação dos valores arrecadados no mesmo período de 2013 –, a arrecadação cresceu R$ 21,69 bilhões nos três primeiros meses de 2014. Assim, o crescimento foi contabilizado com base no que efetivamente ingressou aos cofres da União.

Desonerações
De acordo com a Receita Federal, a arrecadação cresceu em 2014, atingindo um novo recorde no primeiro trimestre, mesmo com as desonerações de tributos anunciadas pelo governo nos últimos anos (folha de pagamentos, IPI de automóveis e cesta básica, entre outros), que tiveram o impacto de R$ 26,11 bilhões nesse período. Já nos três primeiros meses de 2013, o impacto das desonerações foi menor: R$ 16,19 bilhões.

Arrecadação de março não é recorde
Apesar de ser a maior da história nos três primeiros meses de 2014, os números do Fisco mostram que a arrecadação não bateu recorde para meses de março. No mês passado, somou R$ 86,6 bilhões - com elevação real de 2,5% sobre o mesmo mês de 2013 (R$ 84,5 bilhões).

Entretanto, ficou bem abaixo do mesmo mês de 2012, quando foram arrecadados R$ 93,19 bilhões - valores também já corrigidos pela inflação.

"Em março de 2012, houve um recolhimento atípico no ajuste anual [por conta da atividade econômica maior em 2011]. Tanto que em 2013 a gente já não verificou isso. O ano anterior [2011] havia sido muito bom em arrecadação e comportamento das empresas. Vínhamos no período pós-crise. Os saltos são maiores [na arrecadação] quando vêm em períodos muito negativos da economia e 2011 acabou sendo um ano muito bom. O que acabou se refletindo no ajuste anual em março de 2012", explicou o secretário-Adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira Nunes.

Fonte: (g1)