Publicado em 2/05/2014 as 12:00am

Brasileiros afirmam que não exploraram paranaense nos EUA

Dilson Rodrigues, sua esposa e filhos afirmam que Miguel Olivetti fez acusações com a intenção de um golpe para sensibilizar as autoridades americanas e a comunidade brasileira na tentativa de conseguir permissão para voltar ao país

 

Da redação

Dilson Rodrigues, sua esposa e filhos afirmam que Miguel Olivetti fez acusações com a intenção de um golpe para sensibilizar as autoridades americanas e a comunidade brasileira na tentativa de conseguir permissão para voltar ao país

O jornal Brazilian Times publicou, na edição de número 2490 (dia 09 de abril), uma matéria relacionada a acusação feita pelo paranaense Miguel Olivetti, na qual ele afirmava que sofreu exploração por parte de alguns brasileiros para quem trabalhou.

Nesta semana, a redação deste jornal recebeu a visita do casal Dilson Rodrigues e sua esposa, que afirmam terem sido acusados de forma injusta pelo paranaense Miguel Olivetti.  Ambos afirmaram que gostaria de contar a verdadeira história e desmentir a história do paranaense, na qual eles acreditam terem sido vítimas de uma mentira manipulada e fantasiosa acerca do casal de empresários. “Apesar de não ter citado nossos nomes, todos na cidade associaram a história à nossa pessoa”, afirmou Dilson, em entrevista exclusiva ao BT.

O casal é natural de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Residem há 15 anos nos EUA, dos quais 13 vivendo em Fall River (MA). Lá construíram uma empresa de limpeza onde deram empregos para vários brasileiros.

Após as acusações, eles vieram à redação do BT para esclarecer os fatos e se dizem indignados com os relatos mentirosos de acusação de exploração e sentem as declarações como uma tentativa de golpe para com a comunidade brasileira. Em entrevista ao jornalista Luciano Sodré do BT, Miguel Olivetti diz que foi humilhado para a firma terceirizada a qual trabalhava, pertencente a Dilson. O empresário nega todas as acusações e se mostra “surpreso por Miguel ter usado essa malandragem mal intencionado, considerando que eles sempre trataram seus funcionários com respeito e da mesma forma”. “Todas as pessoas que trabalharam para mim sempre foram tratados do mesmo jeito, com dignidade e recebiam seus salários em dia. Inclusive o Miguel e sua esposa Célia. Cada uma recebia média de $1,300 dólares de duas em duas semanas” afirma Dilson.

Segundo a esposa de Dilson, Mara, o casal foi tomado de surpresa pela atitude ‘mal-agradecida’ do paranense. “Eu não entendo porque ele está fazendo isso, pois se quer retornar a este país pela porta da frente, que não faça isso prejudicando as pessoas de bem”.

Miguel e Célia apresentaram documentos para trabalhar e como naquela época não havia leis mais rigorosas em relação à fiscalização dos funcionários, os documentos foram aprovados sem problemas. “Este foi um emprego temporário e eles sabiam disso. Cada um (Miguel e Célia) recebeu cerca de 13 mil dólares durante cinco meses e meio de serviço”, afirma Dilson.

DILSON: MIGUEL ASSEDIAVA SEXUALMENTE COLEGAS DE TRABALHO

Dilson afirma que muitos funcionários reclamavam da postura de Miguel no emprego, com acusações de assédio sexual. “Eu recebi várias reclamações de funcionários homens que trabalhavam com ele. E o clima estava ficando pesado. Tive que chamar ele e sua esposa para uma conversa franca!”

De acordo com Dilson, houve reclamações dos outros empregados dizendo que Miguel ‘não parava de tocar os órgãos genitais de outro empregado homem e isso chegou aos ouvidos da empresa com a qual ele tinha era terceirizado’. Dilson então resolveu chamar Miguel e sua esposa Célia e explicou o que estava acontecendo. “Se Miguel se sentiu humilhando por conta disso, imagino como devem ter se sentido as pessoas com que ele trabalhava e que foram vítimas de suas ‘investidas’. Tive que chamar a atenção dele e fiz! Miguel e Célia não voltar mais a trabalhar. Meses despois fiquei sabendo e o mesmo estava morando em Washington, e sem saber a razão pelo qual os mesmos teriam sido deportados.” completa Dilson.

CASAL AFIRMA QUE PROVA QUE PAGOU PARANAENSE CORRETAMENTE

O casal também mostrou ao BT, cópias dos cheques que provam que Miguel e sua esposa Célia receberam corretamente pelo trabalho que desempenharam de Janeiro a Maio, também com provas de que os cheques foram devidamente saqueados no banco.  

Na matéria previamente publicada, Miguel afirma que foi humilhado durante o tempo que trabalhava para a empresa e que também foi explorado e não recebia o salário em dia. Na foto desse box é possível ver que os cheques foram emitidos e sacados.

 

NO PERÍODO EM QUE AFIRMAVA ESTAR SENDO EXPLORADO, MIGUEL MOSTRAVA FELICIDADE NAS REDES SOCIAIS

 

Na página de Facebook de Miguel Olivetti, há vídeos do dia 18 de abril em que ele está de passeio no Aquarium de Boston, se mostrando visivelmente muito feliz com a sua esposa. Também há um vídeo em que ele e sua esposa estão andando nas ruas de Fall River escutando música alta em um novo carro que acabaram de comprar com, de acordo com Dilson, os pagamentos do trabalho que realizaram para a empresa de limpeza.  O período dos vídeos é o mesmo em que estavam nos EUA trabalhando para a empresa DR, e coincidentemente, também o período o qual o paranaense afirmou ter sofrido exploração e ter passado a pior fase da sua vida. As imagens divulgadas nas redes sociais acionam para o contrário, com o casal dividindo momentos de felicidade.

Fonte: Brazilian Times

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