Publicado em 5/05/2014 as 12:00am

Advogado abre processo coletivo contra a TelexFree

O advogado Evans Carter iniciou o processo, somente para os residentes em Massachusetts, na Corte Superior de Middlesex

Um advogado da cidade de Framingham (Massachusetts) apresentou uma ação judicial conjunta contra os diretores da empresa TelexFree, com sede em Marlborough (MA), que está lutando na justiça contra as acusações governamentais de ser uma pirâmide.

Segundo as informações, na semana passada, ele iniciou o processo, somente para os residentes em Massachusetts, na Corte Superior de Middlesex, e já tem seis 6 clientes. “O objetivo é que mais pessoas possam nos procurar para buscar os seus direitos”, disse o advogado Evans Carter.

O advogado disse em uma entrevista ao jornal norte-americano MetroWest Daily News que busca “qualquer quantia necessária” para ressarcir os clientes que perderam dinheiro na TelexFree.

“Eu nunca inicio uma ação judicial sem ao menos ter a certeza de que recuperarei algo”, disse ele que ressalta que se trata de “uma ação difícil, pois o cliente tem que ir contra todos os indivíduos”.

O advogado explica que este processo inclui pelo menos uma dúzia de executivos  e os principais promotores, incluindo os coproprietários James Merrill e Carlos Wanzeler.

Paul Levenson, diretor do escritório do SEC em Boston (MA), detalhou que o bloqueio dos bens da TelexFree nos Estados Unidos pode beneficiar indiretamente os investidores, pois, se provarem que foram vítimas de fraude, o ressarcimento não dependerá do local de residência dos lesados. Enquanto o caso ainda está sendo investigado e decidido nos tribunais, o diretor aconselhou os investidores a deixarem de injetar dinheiro no negócio, suspeito de ser uma pirâmide financeira que movimentou ao menos US$ 674 milhões durante aproximadamente 2 anos. Apesar da divulgação do escândalo, a página eletrônica da TelexFree, fora do ar desde a tarde de terça-feira (15), apresentava postagens de apoio à empresa, como: “Vamos adiante, Telex, que a vitória vem da parte de Deus” e “A empresa vai voltar, vocês são bobos demais, meu Deuuuus”, segundo o site IG.

Apesar das especulações de que a empresa movimentou até US$ 674 milhões, os registros públicos revelam que foram bloqueados cerca de US$ 38 milhões e US$ 1 milhão que seriam transferidos para uma conta de investimento. Levensou detalhou que o bloqueio se estende a qualquer pessoa acusada no caso, ou seja, 5 empresas do grupo TelexFree e 8 indivíduos. O processo de congelamento impede que os acusados tenham acesso aos ativos localizados nos EUA e exterior.

Segundo depoimentos prestados na Corte, caso: 1:14-cv-11858-DJC, em 16 de abril de 2014, a Comissão de Segurança e Câmbio (SEC) acionou judicialmente a TelexFree, Inc., TelexFree, LLC, James M. Merrill, Carlos N. Wanzeler, Steven M. Labriola, Joseph H. Craft, Sanderley Rodrigues de Vasconcelos, Santiago de La Rosa, Randy N. Crosby, Faith R. Sloan, TelexFree Financial, Inc., TelexElectric, LLC e Telex Mobile Holdings, Inc. Durante uma busca realizada no escritório da empresa em Marlborough (MA), um agente do escritório do xerife do Condado de Bristol encontrou Joseph H. Craft, chefe financeiro da TelexFree, entrando no local e pegando uma bolsa e um computador laptop. Craft disse que ser um “consultante” que ajudava a empresa a preparar o pedido de falência e que o laptop e a bolsa eram objetos pessoais. O agente disse a Craft que ele não poderia levar tais objetos, pois eles estavam sujeitos à investigação. Os agentes do Departamento de Segurança Interna (HSI) vasculharam e encontraram 10 cheques administrativos do Wells Fargo Bank, totalizando US$ 37.948.296. As cópias dos cheques foram anexadas ao processo.

Nove dos cheques administrativos tinham data de 11 de abril de 2014 em nome de James M. Merrill, ex-presidente e atual 50% proprietário da TelexFree. Cinco desses cheques estavam nominais a TelexFree, LLC, totalizando US$ 25.548.809, e um deles em nome de Kátia B. Wanzeler, supostamente esposa de Carlos Wanzeler, no valor de US$ 2.000.635. Um dos 10 cheques tinha data de 3 de abril de 2014 em nome de Carlos Wanzeler, ex-proprietário e tesoureiro da TelexFree, Inc., e coproprietário da TelexFree, LLC. Este cheque foi emitido em nome da TelexFree Dominicana SRL no valor de US$ 10.398.000.

Fonte: Brazilian Times