Publicado em 5/05/2014 as 12:00am

Carioca relata frustração com intercâmbio nos EUA

Ele foi humilhado em Nevada e reclamou com a agência, a qual lhe oferecer transferência para Massachusetts, mediante uma taxa de US$ 1,200

O carioca Lucas, 23 anos, tinha um sonho de trabalhar e viver legalmente nos Estados Unidos. Para isso, ele procurou uma agência especializada em organizar intercâmbios e conheceu o Visto J-1. Este documento é concedido a estrangeiros que se inscrevem em um programa que promove os intercâmbios.

Lucas participou de uma entrevista com um empregador, via Skype, e quando tudo estava definido, em Janeiro ele chegou aos EUA. Mas na semana passada, o carioca relatou que o que ele havia combinado com a agência de intercâmbio e com o empregador não foi cumprido. “Quando eu cheguei para trabalhar, as coisas foram totalmente diferente do que eu imaginava”, se revolta.

O carioca explica que o combinado era que ele trabalharia 40 horas por semana em um resort no estado de Nevada. Além disso, ele teve que morar em Bullhead, no Arizona, divisa entre os dois estados. “As 40 horas que haviam me prometido foram reduzidas para 28 na primeira semana e na segunda, eu quase nem trabalhei”, conta.

Lucas fala que o objetivo era se sustentar com o dinheiro ganho com o trabalho, mas não foi bem assim que aconteceu. Ele foi obrigado a gastar o dinheiro de sua poupança para se manter. Foi aí que começou a frustração do brasileiro. “Eu trabalhava como housekeeper no hotel e meu supervisor desarrumava tudo que eu fazia. Eu filmei, tirei fotos, pois ele jogava o lixo no chão dizendo que eu não havia feito o trabalho direito”, denuncia.

O carioca fala, ainda, que até as gorjetas deixadas para ele pelos hóspedes eram pegas pelo supervisor. “Eu encontrava apenas o bilhete agradecendo o trabalho. Foi muita humilhação”, continua.

Ele explica que pagou mais de R$ 10 mil pelo pacote de intercâmbio, o qual foi adquirido na agência World Study, incluindo as passagens. “Eu me arrependo profundamente de tudo isso, pois gastei dinheiro do meu bolso e não tive lucro com esta viagem”, explica. “Eu comia um hambúrguer por dia e agora descobri que estou com anemia,”, continua.

 

O OUTRO LADO

O brasileiro disse que entrou em contato com a agência para reclamar e explicar o que estava. A empresa lhe ofereceu uma transferência para Massachusetts. Mas isso lhe custaria mais $1,2 mil dólares e ele não tinha mais dinheiro.

Fonte: Brazilian Times