Publicado em 9/05/2014 as 12:00am

Mães pedem para Obama interromper as deportações

Mães de Boston pedem para Obama interromper as deportações

Algumas mães imigrantes se reuniram nesta quarta-feira (07) diante da Casa Branca, em Washington para entregar mais de mil cartões postais para a administração do presidente Barack Obama. Elas pediam que ele usasse o seu poder executivo para interromper as deportações.

O manifesto coincide a véspera do dia 11 de Maio, quando celebra-se o Dia das Mães. As manifestantes saíram de Boston (Massachusetts), Chicago (Illinois), Los Angeles e San Francisco (California) e Houston (Texas).

Todas elas estava unidas por uma história em comum: a imigração para os Estados Unidos em bisca de uma vida melhor para a sua família, ou fugindo de ameaças em seus países de origem. As mães falaram que sentem medo de que um membro de suas famílias sejam deportados ou, até mesmo, que elas sejam separadas de seus filhos.

Este é um medo que traz lágrimas aos olhos de Monica Ruiz, que chegou aos Estados Unidos há 23 anos como um imigrante em situação irregular. Ela fala que tinha grandes esperanças, porque as suas filhas teriam tudo o que eu ela não teve. “Mas eu tenho muito medo que a Imigração possa me der e me separar delas”, disse emocionada durante um discurso no qual ela clamou à primeira-dama Michele Obama. “Como mãe, interceda por nós”, continuou.

As mães foram acompanhadas por membros da National Alliance of Latin American and Caribbean Communities, ou NALACC, e outras entidades. As ativistas lembraram o que Obama disse em seu discurso anual da União, de que ele usaria seu poder executivo, caso o Congresso não seguisse em frente com a reforma imigratória.

A presidente da NALACC, Angela Sambrano, lembrou que nos últimos seis anos mais de dois milhões de pessoas foram deportadas. Ela enfatizou o dano "irreparável", que uma deportação causa na vida de uma criança. “Somente no México há cerca de 500 mil crianças nascidas nos EUA que deixaram este país, porque os seus pais foram expulsos”, explicou.

Fonte: (da redação)