Publicado em 9/05/2014 as 12:00am

Wings é intimada por suspeita de ser Pirâmide

Wings é intimada por suspeita de ser Pirâmide

O Secretário de Estado de Massachusetts, William Galvin, informou nesta quinta-feira (08) que o seu escritório emitiu algumas intimações para a empresa Wings Network. Segundo ele, ela é suspeita de operar no esquema de pirâmide, semelhante à Telexfree, que enfrenta processo na justiça por segurar o dinheiro de seus investidores.

A sede da Wings fica em Portugal e seu proprietário foi identificado por Carlos Barbosa. A propaganda da empresa ostenta luxo e riqueza, prometendo aos seus investidores retornos milionários se eles comprarem os pacotes oferecidos e recrutarem mais pessoas. “Este é a mesma estratégia utilizada pela Telexfree”, explica o secretário.

William Galvin disse que assistiu a alguns vídeos sobre as conferências realizadas por ambas as empresas e ficou chocado com a quantidade de promessas feitas. Segundo ele, parece mais um comício que visa encorajar as pessoas para participarem. “Eles mostram carros caríssimos, mansões e todo tipo de riqueza, alegando que a pessoa poderá obter renda para comprar tudo aquilo”, continua.

Em relação às intimações enviadas, o secretário explicou que tomou esta decisão depois de ouvir alguns investidores da Wings. “Logo que o caso Telexfree se tornou público, pessoas que colocaram muito dinheiro em outras companhias semelhantes, ficaram muito preocupadas e nos procuraram”, disse.

Ele explica que até o momento, nenhuma ação foi movida contra a Wings Network e que “a empresa foi apenas a intimamos para dar esclarecimentos sobre suas atividades”. O advogado D.J. Poyfair, do setor jurídico da Wings, em Denver (Colorado), confirmou que a empresa foi intimada pelo escritório de Galvin.

Ele disse que assim que soube da intimação, na semana passada, junto com o seu departamento jurídico, se reuniu com a Divisão de Valores Mobiliários. “Os reguladores querem se reunir com executivos da empresa na próxima semana”, informou.

O advogado ressaltou que “a Wings está empenhada em operar legalmente e cumprir todas as regras estipuladas pelos governos nos países em que atua, incluindo os Estados Unidos.'' Ele acrescentou, ainda, que a empresa vai cooperar com as investigações e vai conduzir uma própria investigação interna para solucionar rapidamente quaisquer problemas que forem descobertos.

O advogado disse que a empresa está investigando se algumas reuniões de vendas locais foram autorizadas pelos executivos ou foram criadas pelos promotores oportunistas. "Se a Wings descobrir que existem problemas significativos, vamos suspender as operações até que os tudo seja devidamente resolvido”, disse Poyfair.

Outras empresas envolvidas no marketing multi-nível, que envolvam o recrutamento de um grande número de pessoas para lançar produtos ou serviços, têm estado sob investigação nas últimas semanas.

Em março, a SEC congelou os bens de World Capital Market Inc., ou WCM777, na Califórnia, sob a acusação de que o grupo movimentava US$ 65 milhões provenientes dos investidores e um esquema.

Fonte: (da redação)