Publicado em 12/05/2014 as 12:00am

Justiça protocola acusação criminal de fraude contra Telexfree

Justiça americana oficialmente protocola acusação criminal de fraude contra sócios da Telexfree

Logo após a divulgação de que os sócios da Telexfree tiveram um mandado de prisão expedido, a justiça federal americana anunciou que teria entrado com um pedido formal  o qual acusa criminalmente os responsáveis pela Telexfree, que segundo as autoridades norte-americanas estaria promovendo um esquema de pirâmide financeira.

James M. Merrill e Carlos N. Wanzeler, ambos do estado de Massachusetts, foram acusados criminalmente em uma denúncia na corte estadual. Se considerados culpados, eles podem pegar até 20 anos de prisão, de acordo com a nota divulgada pelo Departamento de Justiça dos EUA. Merrill foi detido pelas autoridades e deu um depoimento inicial na corte de Worcester. Já Wanzeler tem um mandado de prisão expedido contra ele e é considerado fugitivo. Muitos acreditam que ele tenha fugido para o Brasil.

No mês passado, relatório da Secretaria de Estado de Massachusetts afirmou que a Telexfree é uma pirâmide financeira que arrecadou cerca de US$ 1,2 bilhão em todo o mundo e a Justiça dos Estados Unidos determinou o congelamento dos bens do grupo. Desde então, a procuradoria dos EUA executou 37 mandados de apreensão de bens estimados em dezenas de milhões de dólares. O pedido foi feito pela Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira, e determinado pelo Tribunal Distrital de Boston. No documento, as autoridades pedem o fim das atividades da empresa, a devolução dos lucros e o ressarcimento das perdas causadas aos investidores, chamados de "divulgadores".

A alegação de que os divulgadores trabalhavam postando anúncios online é definida pelo processo de acusação como uma "atividade sem propósito", frisando que os promotores apenas colavam as propagandas em sites que já continham anúncios de outros ‘divulgadores’. Ainda de acordo com os documentos do processo, a Telexfree arrecadava menos de 1% de sua receita sobre as vendas de serviço de VoIP ao longo dos últimos dois anos, o que desqualificaria sua caracterização como ‘empresade telecomunicações’. Aproximadamente 99% do faturamento seria advindo do investimento que os ‘divulgadores’ teriam que fazer para serem associados a empresa.  "A Telexfree só era capaz de pagar o rendimento prometido aos promotores existentes trazendo dinheiro de novos recrutados", diz o comunicado da Justiça americana.

 

Fonte: (da redação)