Publicado em 14/05/2014 as 12:00am

Centenas de cartas pedem retorno da Telexfree

Centenas de cartas pedem retorno da Telexfree

O juiz federal Nathaniel Gorton, responsável pelo processo civil que envolve a Telexfree, afirmou que está recebendo centenas de cartas pedindo que o Tribunal permita que a empresa volte a funcionar. Ele ressaltou que todas as cartas foram escrotas à mão e tinham com objetivo defender o negócio. “As pessoas que as escreveram afirmam que a empresa é uma bênção financeira na vida de milhares de famílias ao redor do mundo”, continua.

O magistrado relatou parte de uma das cartas que dizia: “Esta empresa (Telexfree) tem famílias inteiras, avós, pais e filhos. Todos, unidos, para publicar os anúncios. As mães foram capazes de abandonar os seus empregos para ficar em casa com seus filhos, pessoas idosas conseguiram recuperar suas dignidades e cuidar dos seus cônjuges doentes”.

Alguns se identificaram como promotores da Telexfree e afirmam que eles e suas famílias dependem da renda dada pela empresa para sobreviverem. Um deles, oriundo da República Dominicana, afirmou que “a desinformação da mídia é a culpa pelos problemas atuais da empresa”.

Identificado por Victor Regalado, ele acrescentou que a “Telexfree é uma empresa que revolucionou o mercado e tirou da pobreza extrema milhares de pessoas em todo o mundo”. O promotor escreveu, ainda, que em seu país existem milhares de pessoas querem o negócio de volta.

Do outro lado, órgãos federais a agência reguladora de valores mobiliários em Massachusetts afirmam que a Telexfree é fruto de um grande golpe em escala mundial. Na semana passada, o Departamento de Justiça dos EUA emitiu mandados de prisão para os co-proprietários da empresa, James Merrill, que mora em Ashland, e o brasileiro Carlos Wanzeler, de Northborough. Este último encontra-se desaparecido e foi dado como foragido da justiça.

As vítimas do esquema podem entrar em contato com o governo para saber mais informações ou como está o caso, através do e-mail: USAMA.VictimAssistance@usdoj.gov.

Fonte: (da redação)