Publicado em 15/05/2014 as 12:00am

'Não há por que haver pânico', diz Aldo Rebelo sobre Copa

'Não há por que haver pânico', diz Aldo Rebelo sobre Copa


O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse nesta quinta-feira (15) que “não há por que haver qualquer tipo de pânico” em relação à realização da Copa do Mundo, que terá início em 12 de junho. Em audiência na Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado, Rebelo também criticou manifestações violentas.

Em sua exposição inicial aos senadores, Aldo Rebelo disse que o Brasil já fez “coisas muito mais difíceis do que a Copa do Mundo e as Olimpíadas”. Para ele, o mundial de futebol estará “a altura da melhor expectativa do mundo e do Brasil”.

“Não há por que haver qualquer tipo de pânico para a recepção de 3 milhões de turistas brasileiros e 600 mil turistas estrangeiros”, afirmou o ministro.

O ministro falou também sobre as manifestações contrárias à Copa do Mundo. Nesta quinta-feira, há protestos marcados em 50 cidades do país. Em São Paulo, um grupo ateou fogo a pneus perto do estádio do Corinthians, palco da abertura do mundial. Em Brasília, manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto invadiram o prédio da Terracap, companhia imobiliária do governo do Distrito Federal e proprietária do Estádio Nacional de Brasília.

Questionado pelos senadores sobre os protestos desta quinta, Rebelo disse que leu algumas notícias sobre o assunto pela manhã, mas não viu conexão com a Copa do Mundo. “Pelo que vi, são reivindicações específicas de trabalhadores. Não vi nada que seja relacionado à Copa”, afirmou.

Aldo Rebelo ainda reiterou o discurso que o governo tem feito sobre os protestos. As manifestações pacíficas, segundo ele, são legítimas, mas violência “não pode ser tolerada”.

“Ninguém pode matar, agredir, depredar em nome das manifestações. Ora, manifestação pacifica é legitima e não tem por que haver preocupação com isso. O que não pode ser tolerado é violência. No Estado de direito, a ordem democrática precisa ser defendida”, declarou.

O ministro afirmou ainda que “não há por que tolerar atos contra a democracia”. “Não é legitimo que cada um possa impor sua agenda através da força”, concluiu.

Fonte: g1