Publicado em 16/05/2014 as 12:00am

SEC denuncia que Wings é pirâmide

SEC denuncia que Wings é pirâmide

Mais uma notícia vai agitar a comunidade nos próximos dias. A Wings Network, que foi intimada pelo escritório do Secretário de Estado de Massachusetts por suspeita de ser um esquema de pirâmide, anunciou em seu site que estaria suspendendo, momentaneamente, todas as suas operações nos Estados Unidos.

Esta nota foi divulgada na quarta-feira (14) e dizia que “era preciso notar que essa decisão foi tomada pela empresa e não determinada pelos órgãos reguladores”. O texto segue, tentando acalmar as centenas de investidores que moram neste país: “Como vocês devem estar cheios de dúvidas e perguntas, nos próximos dias estaremos dando mais detalhes”.

A nota pediu, ainda, que todos os membros da empresa que residem nos Estados Unidos, devam adiar as reuniões até segunda ordem. Também serão suspensos todos os registros de membros neste país. Segundo o documento, a decisão é motivada pelo fato de que a empresa que operar legalmente dentro do país.

Segundo o Secretário de Estado, Willian Galvin, a Wings seria responsável por movimentar centenas de milhões de dólares em todo o mundo e tem a sua sede em Portugal. A decisão da empresa aconteceu uma semana depois que ela foi intimada para dar esclarecimentos para a justiça norte-americana.

O escritório de Galvin divulgou uma nota de que existe uma preocupação muito grande por parte das autoridades sobre o fato de que a Wings atua como a Telexfree, em sistema de pirâmide. “A empresa cobra entre $299 a $1,499 de seus investidores sobre a promessa de que pagamentos por recrutamento feito e retornos financeiros milionários”, disse.

Galvin ressalta ainda que esta interrupção não vai por fim às investigações que estão em andamento sobre a Wings. Ele ressalta que ninguém pode abrir um negócio, ficar sob suspeita e depois “tentar fugir das responsabilidades”.

 

INDICIADOS

No dia seguinte à publicação da nota de interrupção das atividades, o Secretário Willian Galvin decidiu indiciar as pessoas que ele considera responsáveis pelo esquema nos Estados Unidos. Entre os acusados estão Vinícius Aguiar, da cidade de Marlborough (Massachusetts), Priscila e Geovani Bento, da cidade de Woburn, além do proprietário da empresa, o português Carlos Barbosa, e Sérgio Tanaka, da Florida, principal homem das transações da Wings para o resto do mundo.

Segundo Galvin, o esquema movimentou mais de US$ 12 milhões em apenas seis meses de atividade e envolveu cerca de 10 mil pessoas. “A Wings é uma farsa que utilizava os downloads eletrônicos para enganar as pessoas”, disse.

Fonte: (da redação)