Publicado em 21/05/2014 as 12:00am

Brasileiros são premiados em feira mundial de ciências

Estudantes brasileiros são premiados em feira mundial de ciências da Intel

Aconteceu na semana passada em Los Angeles (EUA) a ISEF 2014, feira mundial de ciências promovida pela Intel que contou com 1.783 estudantes de 70 países. E mais uma vez, os brasileiros marcaram presença com projetos ambiciosos com o objetivo de mudar áreas importantes da nossa sociedade, como meio ambiente e saúde. De acordo com o jornal O Globo, o Brasil compareceu com 34 alunos de oito estados, sendo 18 os projetos finalistas e três deles premiados.

Desenvolvido pelos jovens Gabriel Chiomento da Motta e Raíssa Müller, ambos com 18 anos, o projeto "MASE - Membrana de Absorção Seletiva" foi pensado com base no impacto ambiental causado pelos derramamentos de petróleo. Segundo dados da ITOPF (International Tanker Owners Pollution Federation), foram derramados 6,75 bilhões de litros de petróleo nos oceanos desde a década de 1970, causando a morte generalizada da vida marinha e afetando o ecossistema aquático.

Como as técnicas atuais para remoção ainda são bastante limitadas, os estudantes elaboraram um método alternativo de contenção que utiliza o criptomelano, um material poroso que pode atuar em derramamentos de óleos em geral, evitando a contaminação de solos. O invento possui capacidade de absorção de 8 a 15 vezes do seu próprio volume, já que a membrana é revestida com vapores de silicone, tornando-a hidrofóbica.

"A membrana que criamos não só representa um método de retirada e reutilização dos óleos em derramamentos, mas também uma resposta mais eficiente à proteção do bioma marinho e terrestre", explica Gabriel. Ele a Raíssa, que estudam na Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, de Novo Hamburgo (Rio Grande do Sul), ficaram com o 2º lugar na categoria "Engenharia: Materiais e Bioengenharia" do ISEF 2014. Além disso, ganharam um prêmio em dinheiro no valor de US$ 1.500 e darão seus nomes a dois asteroides recém-descobertos.

Outro projeto premiado no concurso da Intel foi o da jovem Bárbara Carolina Federhen, de 19 anos, também da Fundação Liberato. Ela ganhou US$ 1.000 e o 3º lugar na categoria "Bioquímica" pelo estudo do grão de Kefir como forma de produção da L-Asparaginase, uma enzima presente no iogurte caseiro que pode ser usada no tratamento de pessoas com leucemia linfoide aguda (LLA).

A estudante explica que essa enzima só é produzida através de processos biotecnológicos, mas que também é possível produzi-la pelo Kefir, já que o grão reúne uma colônia de microrganismos benéficos para a saúde. (fonte: canaltech.com.br)

 

Fonte: (da redação)