Publicado em 23/05/2014 as 12:00am

Brasileiro é acusado de matar amigo em acidente

Brasileiro é acusado de matar amigo em acidente de barco

Um homem de Framingham atropelou o seu amigo com um barco no lago Cochituate, em Natick (Massachusetts) e teria mentido para a polícia. O acidente aconteceu no dia 4 de julho do ano passado e resultou na morte de um homem, segundo informou as autoridades. O brasileiro Luciano Pereira, 23, se declarou inocente durante uma audiência no Tribunal Distrital da cidade, nesta quarta-feira (21).

Ele era acusado de operação negligente de um barco motorizado e ter causado a morte de Jefferson Nunes, 23 anos. De acordo com um relatório apresentado ao Tribunal, a Polícia Ambiental do estado, Luciano estava dirigindo o barco e a vítima estava sob uma prancha de wakeboard puxada pela embarcação.

Em seu depoimento, o acusado disse que acreditar que Jeferson escorregou ao tentar voltar para a popa do barco. Ele disse que ouviu o motor bater em alguma coisa e em seguida olhou para trás e viu a vítima flutuando de bruços.

Luciano estava com mais um homem no barco e ambos realizaram o teste de bafômetro que deu negativo, mesmo havendo latas de cervejas no barco. Quando o acusado deu uma declaração por escrito, ele mudou sua história, dizendo que Nunes pegou a corda para continuar surfando e que de alguma maneira Jeferson foi para baixo do barco.

Na ocasião, a vítima foi levada para o Beth Israel Deaconess Medical Center, onde morreu mais tarde. O médico legista determinou que Nunes sofreu uma fratura no crânio com lesão cerebral, bem como lacerações no rosto, braços e mãos provocadas pela hélice do barco.

Uma testemunha, no entanto, contou à polícia uma história diferente. Ela disse que Nunes estava na prancha, quando o barco acelerou e passou muito perto Nunes. A testemunha relatou que o barco bateu na vítima, disse o relatório. Ele contou que depois de dois ou três segundos viu Jeferson flutuar à superfície.

Foi então que ela (a testemunha) começou a gritar para Luciano: "Você acertou nele. Você vai ajudá-lo?”. A testemunha disse que Luciano pulou na água e arrastou Nunes para o barco, mas ambos caíram de volta para a água quando o barco acelerou rapidamente.

Após a investigação, a polícia ambiental indiciou Luciano por homicídio causado por operação negligente de um barco. Ele não foi preso, mas foi convocado para o tribunal.

No Tribunal Distrital Natick, na quarta-feira o promotor Nate Burris não pediu fiança, mas o juiz Martine Carroll determinou que Luciano não conduza um barco e entregue o seu passaporte.

O brasileiro deve voltar ao tribunal no dia 30 de junho para uma conferência de pré-julgamento.

Fonte: (da redação)