Publicado em 30/05/2014 as 12:00am

Homenagem a Sann Rodrigues é cancelada no Senado brasileiro

Homenagem a Sann Rodrigues é cancelada no Senado brasileiro

Uma homenagem em salão nobre do Senado Federal ao principal líder daTelexfree, empresa acusada no Brasil e nos Estados Unidos de ser uma pirâmide financeira bilionária, foi cancelada nesta quinta-feira (29), horas antes de ser realizada.

A honraria seria concedida a Sanderley Rodrigues de Vasconcelos, conhecido como Sann Rodrigues, que  teve recursos congelados quando a Justiça americana bloqueou os bens da Telexfree. Em 2006, o brasileiro já havia sido acusado de liderar uma outra pirâmide financeira nos EUA.

Nesta quinta-feira (29), Rodrigues iria receber o prêmio de personalidade do ano em marketing multinível durante o evento Tributo ao Imigrante, organizado pelo Centro de Integração Cultural e Empresarial de São Paulo (Cicesp), uma entidade privada presidida por Regino Barros.

O uso do salão foi reservado pelo senador Cícero Lucena (PSDB-PB), cujo gabinente informou desconhecer a presença de Rodrigues na lista de homenageados.

Durante o evento, no Auditório Petrônio Portella do Senado, Sanderley Rodrigues seria ainda nomeado conselheiro da Agência Reguladora de Marketing Multinível do Brasil (Aromm), comandada também por Barros.Apesar do nome, a Aromm não é um braço do governo.

Para as autoridades norte-americanas e brasileiras, a Telexfree usou o marketing multinível – um modelo de varejo legal baseado em redes de vendedores autônomos — como mera fachada para montar a pirâmide financeira. Os representantes da empresa sempre negaram irregularidades.

"[Rodrigues] foi o maior líder da maior empresa que incluiu gente no marketing multinível", afirmou Regino Barros, antes do cancelamento o evento. "Estudei muito a postura dele junto a seus comandados, a condução dele de 1,6 milhão de pessoas espalhadas por 120 países."

Questionado sobre o fato de Rodrigues ser investigado nos EUA, Ramos disse que "não deveríamos crucificar antes que tivéssemos sob a luz da lei."

Rodrigues afirmou, também antes do cancelamento, que começou a divulgar por acreditar que se tratava de um negócio legítimo. O profissional ainda discorda da acusação de que a empresa é uma pirâmide.

"Eu devo ter acima de US$ 1 milhão [bloqueados] no meu escritório virtual", diz ele. "Eu estou trabalhando para montar uma associação das vítimas."

 

Fonte: (da redação)