Publicado em 19/06/2014 as 12:00am

Xerife brasileiro nos EUA fala sobre seu trabalho

Eliel Teixeira, 30 anos, é o único brasileiro a assumir, até agora, o cargo de delegado-xerife nos Estados Unidos. Atualmente, ele é responsável pelo condado de Los Angeles (California), uma região com mais de 11 milhões de habitantes. Desde 2008 ele coma

Eliel Teixeira já atuou em prisões de famosos como Mel Gibson, Lindsay Lohan e o médico de Michael Jackson

Eliel Teixeira, 30 anos, é o único brasileiro a assumir, até agora, o cargo de delegado-xerife nos Estados Unidos. Atualmente, ele é responsável pelo condado de Los Angeles (California), uma região com mais de 11 milhões de habitantes. Desde 2008 ele comanda uma corporação composta por mais de 250 policiais.

O xerife nasceu em Brasília, é filho de pai brasileiro e mãe coreana que se naturalizou brasileira. Além de ser o único brasileiro a ocupar este cargo, ele também foi o mais jovem xerife da história dos Estados Unidos.

Eliel explica que é responsável por uma equipe de policiais que atua em prisões, investigações e acompanhamento de processos. Ele acredita que o Brasil precisaria seguir um modelo de polícia semelhante à dos Estados Unidos para combater a violência, onde não há diferenças entre as policias. “Civil e militar deveria trabalhar juntas”, fala ressaltando que os erros começam na contratação do profissional. “Em alguns estados, eles exigem apenas uma certidão de “nada consta” e em outros fazem uma prova e se passam, estão aprovados. Nos EUA o que vale é o processo pós-prova escrita, onde o candidato enfrenta testes psicométricos como Myers-Briggs e o MMPI”, continua.

Este tipo de teste consegue prever se o candidato terá problemas com abuso de poder, usará de muita violência no trabalho ou usará algum tipo de substâncias. Ele explica que nos EUA, a investigação social é a parte mais minuciosa e longa do processo seletivo e geralmente demora de seis a 18 meses.

Esta investigação compreende de uma sabatina formada por policiais veteranos e membros dos mais diversos grupos comunitários, como igrejas, grupos que defendem os direitos humanos, etc. Além disso, a família, amigos e qualquer pessoa ligada ao candidato s]ao entrevistadas. A ideia é saber sobre o temperamento do indivíduo e se ele tem tendência a abusar de bebidas alcoólicas.

Mesmo depois de aprovado nestes testes, o candidato passa por uma academia onde fica sobre investigação e são constantemente avaliados por policiais que realizam vários testes com ele. “O objetivo de tudo isso é testar se a pessoa tem perfil para ser um bom policial”, acrescenta.

As autoridades norte-americanas dão tamanha importância para esta parte do processo que investe em média de US$150 mil por candidato e este valor chega a US$500 mil durante os cinco anos de academia. Depois de formado, o policial começa a ter a sua personalidade moldada para que possa atuar como um defensor da comunidade e que ela confie nele.

O cargo ocupado pelo brasileiro é dado através do voto popular e não acontece como no Brasil, onde um advogado presta um concurso público. Para ser um delegado-xerife, a pessoa deve ter uma experiência policial e passar pela aprovação da comunidade.

Eliel tem realizado um trabalho de destaque na região e já foi responsável por várias prisões de pessoas importantes. Entre elas, ele cita os atores Mel Gibson e Lindsay Lohan e o médico do cantor Michael Jackson

Fonte: Brazilian Times