Publicado em 27/06/2014 as 12:00am

Justiça já tem US$100 milhões para vítimas da Telexfree

Na terça-feira (24), o interventor da Telexfree, Stephen Darr, recebeu autorização para ter acesso a importantes e sigilosos documentos da empresa. Desde que foi nomeado, no dia 06 de Junho, ele estava impossibilitado de seguir com as investigações, pois

Da redação

Na terça-feira (24), o interventor da Telexfree, Stephen Darr, recebeu autorização para ter acesso a importantes e sigilosos documentos da empresa. Desde que foi nomeado, no dia 06 de Junho, ele estava impossibilitado de seguir com as investigações, pois esperava por esta determinação.

Agora, ele poderá seguir com o seu trabalho de determinar o tamanho do rombo aplicado pelo esquema comandado por um brasileiro e um estadunidense. Além de comemorar esta autorização, Stephen afirmou que a Justiça bloqueou US$101,5 milhões que estavam em contas ligadas a Telexfree. Este valor, segundo informações, será distribuído entre as vítimas da empresa.

As investigações mostram que a Telexfree pode ter prejudicado mais de um milhão de pessoas em todo o mundo. A empresa era comandada pelo brasileiro Carlos Wanzeler, que está foragido, e o seu sócio o norte-americano James Merrill, que foi preso e depois solto mediante o pagamento de uma fiança.

O interventor disse que devido a empresa ter fechado as portas, estava impossibilitado de trabalhar devido à falta de material. Com esta autorização, o interventor poderá acessar documentos sigilosos que estão em porte da PricewaterhouseCoopers LLC, que era responsável pela contabilidade da Telexfree. Outros documentos que deverão ser entregues para ele estão com a Alvarez & Marshal North America LLC e Kurtzman Carson Consultants LLC, respectivamente responsável pela reestruturação financeira e consultoria de falência.

As empresas de advocacia Hordon Silver e Greenberg Traurig também serão obrigadas a entregar os documentos que possuem relacionados à Telexfree.

Em relação ao dinheiro bloqueado, ainda não foi informado a maneira e como ele será distribuídos entre as vítimas.

Fonte: Brazilian Times