Publicado em 11/07/2014 as 12:00am

Anti-imigrante ataca brasileiros em Framigham

Anti-imigrante ataca brasileiros em Framigham (MA)

O ativista que mais combate a presença de brasileiros na cidade de Framingham (Massachusetts), Joseph Rizoli, divulgou um artigo onde critica, novamente, a presença de imigrantes em sua cidade e afirma que a cidade “abriu as portas para a criminalidade ao acolher os brasileiros”.

Rizoli sempre foi um ferrenho opositor à presença de imigrantes na região e afirma que o lema “amar alguém não importa a quem” deu muita liberdade para estas comunidades. Ele cita as comemorações da Copa do Mundo como “um fiasco” da política local. O anti-imigrante também afirma que a falta de segurança e rigorosa aplicação das leis permitiu que os brasileiros “invadissem as ruas da cidade e que se fosse uma comemoração feita por um estadunidense, ela seria interrompida até pela SWAT”.

O ativista diz ter vergonha da cidade e que os policiais e nenhuma autoridade pergunta o “status” dos imigrantes. Rizoli escreveu que isso é um perigo, pois terroristas podem estar no meio de cidadãos de bens. Até as empresas que contratam trabalhadores indocumentados o anti-imigrante atacou.

Os ataques de Rizoli não surpreendem os ativistas pró-imigrante que vivem na região. Isso porque constantemente, Jim e Joseph surgem na mídia para atacar principalmente os brasileiros.

O presidente da Central do Trabalhador Brasileiro (CTIB), Márcio Porto, ressalta que as ofensas da família Rizoli não possuem fundamento e que Joseph está sendo ingrato. “Ele só tem uma cidade para morar, porque os imigrantes reergueram Framingham”, continua.

Márcio acrescenta que há 20 anos, a cidade estava abandonada e era chamada de “cidade fantasma”. Os empresários não acreditavam na região e tampouco queriam investir no local. “Mas foi graças à garra da comunidade imigrante, principalmente a brasileira, que Framingham se tornou um grande município”, fala.

Ele cita, ainda, que foi devido à presença dos imigrantes que a cidade construiu uma área comercial forte e com lucro capaz de tornar a região uma das mais importantes do estado. “Nós, os brasileiros, geramos emprego, contribuímos com impostos e ajudamos de alguma forma manter Framingham como um importante polo comercial de Massachusetts”, disse.

O radialista e ativista Ilton Lisboa, que já teve um encontro com um dos irmãos Rizoli, disse que não entende porque ele ataca tanto a comunidade brasileira. “Na ocasião eu tentei mostrar a importância do nosso povo para o crescimento desta cidade, mas ele não quis aceitar”, disse.

Ilton disse que uma das perguntas é porque o sobrenome deles é “Rizoli”, cuja a origem é italiana. “Isso significa que alguém na família deles foi ou é imigrante”, continua. O radialista desafia o anti-imigrante a fazer seus manifestos nos bancos, comércios, postos de gasolinas, etc. “Te asseguro que ele não vai encontrar apoio”, disse ressaltando que ninguém tem medo de Joseph Jim ou o seu pequeno grupo.

O radialista fala, ainda, que queria saber porque o sucesso dos imigrantes perturba tanto os Rizoli. “Basta andar pelo centro da cidade para ver a revitalização que nossa comunidade fez. Existem bandeiras do Brasil em quase todos os comércios”, disse. “Nós compramos casas, ocupamos a maioria dos condomínios, geramos empregos e somos respeitados pelas autoridades policiais e políticas”, continua.

Para Ilton, o anti-imigrante deveria fazer amizades com os imigrantes, pois graças a eles é que o centro de Framingham deixou de ser um local de crimes e prostituição. “Mas o que os Rizoli falam não tem importância, pois nem mesmo os cidadãos dos EUA os consideram importantes. Prova disso é que nunca foram eleitos para nada”, conclui.

Fonte: Redação do Brazilian Times