Publicado em 22/12/2014 as 12:00am

Ativista brasileiro substitui válvulas cardíacas

"Se não fizesse, iria morrer", afirma Geraldo, o Corredor da Paz

O ativista e colunista do jornal Brazilian Times, Geraldo Carlos, popularmente conhecido por “Corredor da Paz”, está internado no Beth Israel Hospital, em Newark (New Jersey), desde o dia 02 de dezembro. Desde então ele passou por três cirurgias no coração, pois estava com as válvulas entupidas.

Geraldo vive nos Estados Unidos há 28 anos e sempre dedicou sua vida ao voluntarismo, tendo participado de várias entidades comunitárias e se envolvido em centenas de eventos solidários. Ele ficou conhecido em vários estados norte-americanos justamente por este dom de ajudar as pessoas.

Agora, é ele quem precisa de ajuda, pois há dois anos sofre de pânico e úlcera crônica, resultado de vários ataques que sofreu tentando ajudar o próximo. Em uma destas ajudas, Geraldo tentou salvar uma pessoa que estava sendo espancada por três indivíduos. Ele também foi vítima de agressão e acabou indo para o hospital devido aos ferimentos.

Há cerca de um ano, Geraldo foi diagnosticado com problemas cardíacos e desde então a sua saúde ficou abalada. Por telefone, ele diz que sabia que estava doente, mas relutava em ir ao Hospital. “Foi graças ao doutor Pastel que me convenceu a me tratar, pois se não o fizesse, estaria morto”, afirma.

Há três semanas ele foi internado e passou pela segunda cirurgia de revascularização do miocárdio, mais conhecida por Ponte de Safena. Ela consiste na retirada de uma parte da veia safena localizada na perna, para criar uma ponte por cima das artérias do coração para tornar possível a passagem sanguínea.

Os riscos da ponte de safena são minimizados quando o paciente respeita todas as orientações médicas que podem incluir o controle da alimentação e o uso ou a suspensão de determinados medicamentos antes da cirurgia.

O principal risco da ponte de safena é o infarto que pode ocorrer durante a cirurgia. Há maiores chances disto acontecer quando o indivíduo sofre de doenças pulmonares, é diabético, tem insuficiência renal crônica ou é portador de outras doenças cardíacas. 

Geraldo disse que mesmo diante de tantos problemas, ficou feliz pelo carinho da comunidade brasileira e norte-americana. “Eu recebi visitas do chefe de polícia da cidade, Anthony Campos, e da secretária do prefeito (Ligia de Freitas) e vários pastores e amigos”, disse.

A cirurgia de Geraldo correu bem e no momento, ele está em recuperação. A previsão de alta é do no máximo 10 dias. Mas como o ativista não tem condições de custear seus medicamentos e o aluguel, alguns amigos iniciaram uma campanha para ajudá-lo. “Devido a doença, ele está impossibilitado de trabalhar”, disse Cláudia Cascardo, empresária e colunista social.

Ele é uma das responsáveis pela campanha que prevê arrecadar US$ 3 mil. Para isso foi aberta uma conta no site Go Fund Me (www.gofundme.com/j5h69w), onde as pessoas podem fazer doações de qualquer valor.

Fonte: Da Redação