Publicado em 18/02/2015 as 12:00am

Brasileiro rebate acusações e desmente jornal

A nota informou que um brasileiro, identificado por Reinaldo Ribeiro, teria comprado um automóvel na agência de Valdir, o qual não passou na inspeção.

O empresário Valdir Lima Borba procurou a redação do jornal Brazilian Times para esclarecer algumas acusações que foram veiculadas em um “jornalzinho” comunitário de língua portuguesa, com sede em Malden (Massachusetts). O referido noticioso denegriu a imagem do proprietário o acusando de não honrar com compromissos feitos em sua agência de carros, a Middlesex Auto Sales.

A nota informou que um brasileiro, identificado por Reinaldo Ribeiro, teria comprado um automóvel na agência de Valdir, o qual não passou na inspeção. Segundo o autor do texto, a confusão durou mais de 20 dias e o empresário não resolvia a questão. O jornal citou ainda que ligou para Valdir em busca de saber o que estava acontecendo.

O texto citou que Valdir foi grosseiro com a reportagem e ameaçou processar o veículo de comunicação caso a matéria fosse publicada. Mas em sua defesa, o empresário afirma que a pessoa que ligou para ele, não perguntou como foi o caso e nem quis saber o seu lado da história. “O repórter ligou fazendo ameaças e eu perguntei se ele era advogado ou algum policial”, fala ressaltando que percebeu que intenção era publicar apenas um lado do caso e por isso desligou e não quis mais falar.

Valdir disse que realmente o carro não passou na inspeção, mas o Reinaldo me cobrou uma posição me xingando. “Ele deveria ter me contado o que aconteceu, sem alterar a sua voz, pois rispidez recebe rispidez”, afirma. “Eu, desde o começo me coloquei a disposição para ajudar, mas ele não entendia que isso era um problema com a lei e que acontece, ás vezes e cabe a nós resolver”, continua.

O carro está na agência, e Valdir disse que vai devolver o dinheiro de Reinaldo, pois não quer mais manter este compromisso com ele. “Sinto muito que não tenha dado certo e que ele não tenha entendido. Também não sei porque ele procurou um jornal para denunciar, uma vez que eu estava buscando resolver a situação”, afirma.

Assim que soube que o veículo foi reprovado na inspeção, Valdir emprestou um carro da agência para Reinaldo andar até que tudo se resolvesse. “Mas ai entra outra mentira contada neste jornal, de que o automóvel emprestado estava com registro vencido. Estava tudo em ordem e apenas faltava grudar o adesivo no para-brisas”, fala ressaltando que o repórter publicou o informação sem averiguar a verdade.

Outra mentira, segundo Valdir, é a que ele teria ameaçado Reinaldo pelo fato de ser um imigrante. “A minha vida toda eu vive neste país com a ajuda dos imigrantes e os meus clientes em sua grande maioria são brasileiros. Como eu poderia ser uma pessoa tão má sendo um perseguidor de imigrantes”, indaga.

Outra questão foi que o inspetor pediu para que o brasileiro andasse com o veículo por cerca de 75 milhas, em razão do sistema de catalizador ter sido reprovado. “Isso é um problema normal, mas Reinaldo queria que eu dirigisse o veículo. Eu disse que não seria possível, pois leva quase um dia para concluir este percurso e neste período de neve fica mais difícil”, fala ressaltando que ele se irritou com isso. “Eu ainda fiz a cortesia de dirigir, mas não deu tempo para completar todo o trajeto ainda, devido aos problemas do clima”, continua.

Outra questão levantada pelo empresário é a de que Reinaldo teria sido preso enquanto dirigia o veículo em busca de completar as 75 milhas. “Se ele foi detido, deve haver um boletim de ocorrência, mas a nota não citou em qual cidade ele foi parado e onde e quando será a corte citada pelo repórter”, fala.


PROCEDIMENTOS LEGAIS

O empresário disse que já entrou em contato com o seu advogado e vai procurar os direitos legais, pois o “jornal contou algumas inverdades que precisam ser corrigidas”. Valdir fala que Reinaldo não tem nada a ver com a história, pois ele simplesmente fez um favor a um amigo que teve sua aplicação de financiamento recusada.

Valdir fala que “adiante da lei de Massachusetts, ele seguiu todos os procedimentos e tentou resolver o problema de inspeção o mais rápido possível”. Mas isso não foi suficiente para agradar o comprador.

A reportagem do Brazilian Times tentou o contato de Reinaldo, sem sucesso. Mas as portas do jornal estão abertas para que ele possa contar a sua versão do caso.

Fonte: Da Redação