Publicado em 6/03/2015 as 12:00am

Valadarense com doença grave em NJ precisa de ajuda

Mãe De Luís Otávio Fontain Silva Quer Estar Próxima Do Filho, Que Passa Por Dificuldades; Ela Busca Auxílio Para A Viagem, E Também Para A Continuação Do Tratamento Dele

Estar próxima do filho, acometido de grave doença nos Estados Unidos. Este é o desejo de Laura Fontain, mãe de Luís Otávio Fontain Silva, de 34 anos, valadarense internado no Hospital Saint Michael, em Newark, desde o dia 11 de janeiro. Luís foi diagnosticado com a síndrome de Adem, ou encefalomielite disseminada aguda, uma doença grave e rara, e sua mãe luta para estar ao seu lado nesse momento delicado. Embora ele esteja no hospital, seus familiares, em Valadares e nos Estados Unidos, visam à continuação do tratamento, para que Luís possa ter acesso a programas de reabilitação como fisioterapia ou fonoaudiologia.

Laura Fontain conta que o filho passou mal em janeiro e foi levado às pressas para o hospital em Newark. A princípio a desconfiança dos médicos era de um acidente vascular cerebral (AVC), porém, após novos exames, veio o diagnóstico da síndrome de Adem. “Ele sempre acordava cedo. No fim de semana de 10 e 11 de janeiro, no domingo, ele estava demorando muito para acordar, e havia reclamado de dor de cabeça. A esposa mexeu com ele, e o Luís custou a abrir o olho, estava com muita dor. Então ela chamou a ambulância de pressa e o levou para o hospital onde ele está até hoje. Logo de imediato acharam que era AVC. Até falei: Meu filho, com 34 anos, com AVC. Acontece, mas é raro. Depois o levaram para um hospital universitário na mesma cidade. Lá os catedráticos fizeram outro exame de ressonância, e demais exames: não era AVC, era uma inflamação no cérebro, a síndrome de Adem. Mas descobriram depois de muitos dias.” Luís Otávio está internado há dois meses e já perdeu a fala.  

Laura falou ainda das dificuldades de manter o filho no Hospital Saint Michael. “A saúde nos Estados Unidos, como vocês sabem, é difícil, não é igual ao Brasil. No Brasil tem o Sistema Único de Saúde [SUS], de que muitas vezes a gente reclama, mas ainda resolve alguma coisa. Lá não é assim. Eles já estão reclamando, que meu filho está ocupando um leito, que o que podiam fazer já fizeram. Dizem que ele agora tem que ir para uma clínica especializada, para ficar aos cuidados de fonoaudiólogas, fisioterapeutas, e deve ficar muito tempo nessa clínica, porque no hospital não tem. Lá é tudo separado e particular. O Luís não tem plano de saúde e não tem nenhum seguro médico” disse a mulher, com os olhos marejados.

Na infância, Laura conta, Luís não teve problemas de saúde. “Nunca teve nada. Sempre teve uma saúde boa, tranquila. Meus dois filhos nunca me deram trabalho, nem com gripe, quase não gripavam, nada.” Com relação à transferência de Luís para o Brasil, Laura Fontain afirma que a família pensou nessa possibilidade. Entretanto, o valor exorbitante do transporte aéreo, de mais de R$ 50 mil, segundo ela, fez com que optassem por seguir com o tratamento nos Estados Unidos.

“Minha nora foi olhar, e é caríssimo. Porque o avião para trazê-lo tem que ser especial. Já procurei e existe tratamento aqui no Brasil. Até falei: pode trazer que por meu filho faço qualquer coisa, carrego ele nas costas. Se tiver de ir a Brasília e ficar de joelhos aos pés da presidenta, porque dizem que há uma clínica especializada para esse tipo de doença em Brasília. Mas não sei como chegar até isso. Mas como trazê-lo para o Brasil é caro, minha nora me ligou e disse que a ideia é de deixá-lo lá, e fazer campanha para ajudar na reabilitação dele, como já estão fazendo pela internet. Minha nora teve que diminuir o ritmo de trabalho, e a filhinha do Luís, minha neta, é autista. Então, agora tenho que acelerar meu processo de entrada nos EUA, pois meu visto e meu passaporte há algum tempo já venceram. Tenho que começar tudo de novo. Mas como o caso é grave e a minha situação financeira é complicada, pois quem me ajudava bastante era o Luís, estamos buscando nesse sentido a ajuda para eu poder ir para lá”, apelou Laura Fontain. 

A página criada pela família e amigos de Luís pode ser acessada no endereço: http://www.gofundme.com/n81ffc. Ajudas em dinheiro também podem ser depositadas na conta de Laura Fontain: Banco do Brasil, agência 4276-5 —Ibituruna, conta corrente 17.976-0.

Fonte: Da Redação