Publicado em 13/03/2015 as 12:00am

BT ajuda salvar vida de brasileira em Massachusetts

Brasileiro leu a matéria publicada no jornal e decidiu comprar uma máquina de oxigênio para doar a goiana que respira apenas por aparelho

Na edição de número 2625, datada de 05 de março, o jornal Brazilian Times publicou uma matéria sobre a goiana conhecida na região do MetroWest, em Massachusetts, como Dona Dita. Ela enfrenta um câncer nos seios e devido a isso foi obrigada a passar por uma cirurgia que comprometeu os pulmões. Desde então só consegue respirar com o uso de uma máquina de oxigênio.

A redação do jornal, quando soube da história, abraçou a causa e se comprometeu ajudar no que fosse possível. Mas quando os jornais chegaram às lojas com a primeira matéria, não foi preciso escrever a segunda. Isso porque o também goiano José Ney, leu a história e se sensibilizou com a situação de sua compatriota.

Ele relata que depois de ler a matéria, chegou á sua casa e foi pesquisar na internet onde vendia o modelo de máquina para comprá-la e depois fazer a doação. “Eu não pensei duas vezes, pois sabia que meu gesto iria salvar uma vida”, fala ressaltando que não estava preocupado com o preço, pois sua vontade era ajudar.

Assim que encontrou a máquina, ele efetuou a compra e ligou para os parentes de Dona Dita informando que iria doar a máquina e que ela poderia “respirar” mais tranquila. A goiana estava usando uma máquina que foi emprestada pelo hospital que fez a sua cirurgia, mas ela tinha apenas 30 dias para usar o aparelho.

De posse do aparelho, na manhã desta quarta-feira (11), José Ney foi até a casa de Dona Dita, na cidade de Westborough (MA). Quando ele chegou ao local, foi a maior emoção. Ednalva Porto, amiga da goiana e que iniciou a campanha, disse que todos ficaram bastante felizes e que mesmo com voz trêmula e fraca, “Dita conseguiu agradecer e expressar a sua felicidade”.

José Ney, que mora no Cape Cod, é proprietário de uma companhia de pintura e outra de construção civil. Ele disse que quando chegou à casa de Dona Dita, ficou bastante preocupado, pois ela tremia muito. Indagado sobre o que o levou a doar a máquina, ele afirmou que “acha que o mundo seria muito melhor se as pessoas tivessem mais compaixão e deixassem de ser tão materialistas e pensassem mais no próximo”.

Marluce Orourke , filha de Dona Dita, também acrescentou que “o mundo seria melhor se fosse feito de pessoas como o Ney”. Ela ressalta que os pequenos gestos de uma pessoa podem resultar na transformação da vida de uma pessoa. “Minha mãe pode viver muito mais agora”, continua.

Fonte: Da Redação do Brazilian Times | Texto de Luciano Sodré