Publicado em 29/04/2015 as 12:00am

Entidade brasileira em MA luta contra política salarial

CTIB/US informa que muitos trabalhadores estão reclamando da defasagem de seus salários

A Central do Trabalhador Imigrante Brasileiro, em Massachusetts (CTIB/US), tem feito constantes reuniões para discutir a defasagem salarial. Segundo o diretor-executivo da entidade, Márcio Porto, alguns profissionais não têm reajustes salariais há mais de 10 anos. Ele cita como exemplo os “nurseassistant”, que desde 2001 recebem US$15 por hora. “O salário não aumenta, mas os alimentos, roupas e outros produtos subiram muito neste período”, diz.

Márcio ressalta que a discussão em torno deste assunto teve início após muitas reclamações por parte de trabalhadores brasileiros junto à entidade. “Infelizmente, a CTIB não possui poder para influenciar na política salarial do país, mas o que estiver a nosso alcance vamos fazer, com certeza”, afirma.

Márcio também cita como exemplo as “housecleaner”, que há anos cobram o mesmo valor para limpar uma casa. Segundo ele, esta classe está sofrendo com a defasagem salarial, pois se o valor sobe “surge uma concorrência desleal”. O diretor explica que neste mercado surgiram muitas pessoas que cobram valores muito baixos e tem prejudicado as empresas que já estão no mercado há anos, pagando impostos e gerando empregos. “Elas não tem contas para pagar e o pouco que ganham estão satisfeitas e com isso estão prejudicando muita gente”, disse.

Márcio explica que algumas “housecleaner”, mesmo limpando cinco casas por dias, não estão conseguindo pagar o “mortgage” de suas residências. “Algumas delas estão devolvendo os imóveis”, continua.


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Sindicatos podem voltar

Márcio afirma que se a situação continuar, muito em breve os sindicatos voltarão a dominar os Estados Unidos. “Os trabalhadores não têm a quem recorrer, por isso este será o melhor caminho”, diz. Ele ressalta que teme haver no país uma defasagem salarial como no Brasil e o trabalhador brasileiro nos Estados Unidos perder o poder de compra.

Para ele, o trabalhador deve ser mais valorizado, pois não tem fundo de garantia e nem um bônus no final do ano, como acontece no Brasil (13º salário). “Quando um funcionário é demitido, ele recebe um tapinha nas costas e mais nada. Se não tiver um dinheiro guardado, ficará difícil se manter”, continua.

Fonte: Da Redação