Publicado em 6/05/2015 as 12:00am

Brasileiro denuncia oficina em Lynn (MA)

"A empresa ficou com meu carro por quase dois meses e não resolveu o problema", disse Sílvio Ribeiro

No inverno passado, na cidade de Malden (Massachusetts), o mineiro de Governador Valadares, Sílvio Ribeiro, se envolveu em um acidente automobilístico. Mas o que ele não imaginava é que o problema se estenderia por muito tempo e até agora não conseguiu consertar o seu veículo, uma F250. Bastante indignado, ele conversou com a redação do jornal Brazilian Times e contou o que aconteceu.

Segundo ele, na época do acidente escutou um comercial de uma oficina divulgado em uma emissora de rádio brasileira. “Como a empresa era na mesma cidade que eu moro, decidi ir visitar e fazer um orçamento. Quando cheguei lá, dia 18 de março, o proprietário da Lynn Auto Body me tratou muito bem e conversamos sobre os custos do trabalho”, disse.

Sílvio explicou ao proprietário Manoel Freitas que queria retirar uma parte podre da lataria do veículo e pintá-lo. “Ele disse que cobraria o valor de US$1,300.00”, fala ressaltando que informou ao dono da oficina que iria pegar o cheque do seguro e faria o serviço. “Mas o cheque que eu recebi foi no valor pouco mais de $1,900 e por isso pedi que fosse trocado o para-choque traseiro e dois retrovisores”, fala.

O proprietário aceitou a proposta e disse que iniciaria o serviço o quanto antes, conforme relata Sílvio. “Ele ainda me entregou alguns cartões de sua loja e disse que me daria US$250 por cada cliente que eu indicasse para a oficina”, disse. “Eu encaminhei um amigo e uma funcionária da minha esposa”, continua.

Segundo Sílvio, até então estava tudo bem, mas o tempo passou e o serviço não era iniciado e sempre que ele procurava, “Manoel dava uma desculpa pelo atraso”. Até mesmo os veículos indicados por ele ficaram parados na oficina. “A funcionária de minha esposa, depois de três semanas, retirou o automóvel do local, pois nada tinha sido feito nele”, afirma.

Há pouco mais de uma semana, Sílvio procurou Manoel para resolver o problema, “pois já estava com a paciente esgotada”. Ele explica que o proprietário não aceitou as críticas sobre o atraso do serviço e o agrediu verbalmente. “Além disso, eu o flagrei conversando com um funcionário americano falando que se eu chegasse era para me mandar à m...”, se revolta.

Quando Sílvio disse que não podia mais esperar, Manoel falou que renovou o aluguel de um carro da seguradora por mais 10 dias. “O problema é que está em meu nome e quando vencer este prazo quem terá que pagar sou eu”, fala ressaltando que a diária é de 15 dólares.

No sábado passado, dia 02 de maio, Sílvio foi á oficina e constatou que o seu veículo estava do mesmo jeito. Revoltado com a situação, ele procurou o dono do prédio onde fica a Lynn Auto Body para explicar o que estava acontecendo. “Eu fiz isso porque é ele que detém a licença que autoriza a oficina operara no local”, fala. “Ao saber como estava o meu caso e que havia outras pessoas na mesma situação, ele ficou indignado e dois dias depois me ligou informando que expulsou Manoel do prédio”, disse. “Eu ainda o alertei que ele poderia responder na corte pelos problemas, haja vista que a licença estava em seu nome”, continua.

Sílvio acrescenta que depois desta confusão, descobriu que Manoel Freitas não é o nome verdadeiro do dono da oficina. “Ele já teve problemas com o outro nome que usava e por isso estava com este”, fala. “O dono do prédio me pediu para informar a comunidade que Manoel não trabalha mais para a Lynn Auto Body e não pode falar em nome dela”, disse.


SERVIÇO PARADO

O problema é que o dono do prédio “expulsou” Manoel sem que ele realizasse o serviço combinado com Sílvio. Por isso o veículo está trancado na oficina. “O pior é que eu já gastei quase US$3 mil, cujo valor foi dado a Manoel, e nada foi feito”, fala. “Eu perguntei aos responsáveis pelo prédio como ficaria o meu caso e ninguém soube responder”, lamenta. “Eles ainda me informaram que outras pessoas o procuraram para reclamar por serviço mal feito pela Lynn Auto Body”, afirma.

Sílvio disse que vai conversar novamente com os donos do prédio, para que entrem em um acordo e o seu veículo seja consertado. “Espero que possamos resolver isso o quanto antes”, conclui.

Fonte: Da Redação