Publicado em 18/05/2015 as 12:00am

Brasileira pede ajuda para livrar marido da imigração

Magno Santos foi preso em Lynn e família faz rifa para pagar advogado

No final da tarde do dia 6 de maio, o mineiro Magno Santos, de Governador Valadares (MG), estava chegando do trabalho quando foi surpreendido por agentes da imigração, na cidade de Lynn. Desde então, ele está preso sem saber qual será o seu futuro. Enquanto isso, quem sofre junto é a família, que sente a ausência do patriarca e provedor do sustento do lar.

Em entrevista ao Brazilian Times, a mulher de Magno, Valéria Martins Ribeiro, contou como tudo aconteceu. Ela também falou sobre as necessidades pelas quais sua família está passando. “Era ele quem provia o sustento maior e desde a sua prisão não sei o que fazer”, disse.

Valéria, que é natural do Rio de Janeiro (RJ), conta com o apoio de amigos e familiares e para pagar um advogado e despesas judiciais para tentar tirar o marido da cadeia de imigração, ela organizou uma rifa de um anel de ouro 14 quilates, com 78 diamantes. “Esta foi uma forma rápida que encontramos para levantar o dinheiro inicial exigido pelo advogado, que é US$ 1.500,00”, explica.

Além da rifa, a família está aceitando doações de alimentos ou qualquer quantia em dinheiro. “Tudo que recebermos será bem vindo, pois não tenho condição para arcar com tantas despesas sozinha”, continua. Valéria mora em Lynn (Massachusetts) e o marido trabalhava na área de construção civil. Os dois têm uma filha de sete anos de idade e Magno tem outra de 12 anos, fruto do seu primeiro casamento.

Magno morou por nove anos nos Estados Unidos, voltou ao Brasil e há dois anos retornou. Já Valéria morou neste país por seis anos, decidiu voltar à sua terra natal e há cinco meses optou por morar novamente nos EUA.

Valéria explica que depois da prisão do marido, tudo ficou mais difícil, “pois não tem reservas financeiras”. Segundo ela, todo dinheiro que ganhou com os bicos que fez guardou para pagar o advogado e as despesas que vão surgir. “Consegui um trabalho, mas o salário é baixo e fica difícil dividir o orçamento entre as despesas de casa e o processo de Magno”, conta.

Ela conversa com o marido todos os dias e isso gera mais despesas, pois as ligações telefônicas são cobradas.


Segunda prisão

No ano passado, Magno foi preso dirigindo sem carteira de motorista, na cidade de Malden (MA). Ele foi encaminhado para a Corte e foi preso por agentes da Imigração. A família pagou uma fiança de US$ 2.000, 00 e ele foi colocado em liberdade para aguardar o processo. “Ele estava seguindo todas as exigências judiciais e comparecendo às audiências. Mas em setembro passado, ele ficou preso no trânsito e chegou atrasado”, diz. Foi quando o orientaram a procurar um advogado para não ter mais problemas.

Valéria explica que o marido seguiu as orientações, mas a advogada não fez nada. “Apenas disse que ia rever o caso e entrar com um processo, mais nada”, disse. “Cinco dias antes dele ser preso, ligamos para ela, mas não atendeu a ligação”, continua.

No dia 6, por volta das 6:00 p.m, Magno saiu do trabalho e foi até a casa de sua mãe, na cidade de Lynn. Quando chegou lá, deparou-se com agentes de Imigração que o aguardavam. O mineiro foi preso na frente da mãe e da filha de sete anos. Ele está na cadeia de imigração em Boston South Bay.

Rifa custa US$15,00

Para ajudar a pagar as despesas, Valéria decidiu fazer rifa de um anel. Com a ajuda da sogra, que doou ao joia, ela está tentando vender o máximo de números possíveis para conseguir o valor pedido pelo advogado. “Muitas pessoas estão ajudando, mas ainda falta bastante para chegarmos ao nosso objetivo”, explica.

Segundo ela, o anel foi o prêmio escolhido porque a família não tinha mais nada de valioso. A rifa custa US$15,00 e o sorteio será realizado no dia 12 de junho, data em que se comemora o Dia dos Namorados no Brasil. “Todo o dinheiro arrecadado até agora está guardado para pagar o advogado. Por isso peço a ajuda de todos, pois paralelo a estas despesas tenho minhas contas de água, luz, aluguel, comida entre outras que vão chegar a qualquer momento”, afirma.

Os interessados em ajudá-la, podem entrar em contato através do telefone (956) 516-6376 e falar direto com Valéria. “Como eu não tenho carro, fica difícil eu ir até as pessoas, por isso peço que me liguem para combinarmos uma forma de nos encontrar. Mas tenho algumas pessoas que podem entregar para mim”, continua.

Fonte: Da Redação