Publicado em 18/05/2015 as 12:00am

Procuradora Geral de MA se reúne com imprensa étnica

"Este escritório é de vocês", disse a Procuradora Geral do Estado, Maura Healey, em seu primeiro encontro com a imprensa étnica e ao anunciar a criação de uma Divisão de Engajamento Comunitário.

ldquo;Este escritório é de vocês”, disse a Procuradora Geral do Estado, Maura Healey, em seu primeiro encontro com a imprensa étnica e ao anunciar a criação de uma Divisão de Engajamento Comunitário. Marcony Almeida vai dirigir a Divisão. “Nós estamos aqui para lutar contra as contas de eletricidade altas, proteger o meio-ambiente. As minorias, as comunidades imigrantes são desproporcionalmente afetadas pelo tráfico sexual, violência doméstica, exploração sexual. Estes são tópicos quentes em algumas comunidades. Isso é errado, isso não pode acontecer, nós temos de falar sobre isso”.

Maura Healey ressaltou a importância da Carta de Direitos das trabalhadoras domésticas, lembrando que sexta-feira, dia 15, foi o último dia para comentários sobre a nova lei. “Trabalhadoras domésticas são uma das (categorias) mais vulneráveis e precisam saber que status imigratório não importa”. A procuradora também chamou atenção que nesta segunda começam as audiências públicas para comentar sobre “dias doentes”. “Não é justo que alguém tenha de escolher entre o trabalho e a família”, disse, defendendo o direito dos trabalhadores poderem ficar em casa porque estão doentes ou precisam cuidar de um familiar doente sem medo de perder o emprego.

Acrescentou que seu Departamento não pode trabalhar sozinho. “Precisamos de parcerias. Vocês vão nos ajudar a conectar melhor com o povo”. A nova Divisão vai à comunidade, anunciou Marconi Almeida, “nos fins de semana, à noite, nós queremos que as pessoas saibam que somos uma firma de direito. Queremos encontrar com as pessoas nas comunidades. Nem todo mundo pode vir a este prédio. Eu estou excitado. Muito em breve vocês vão nos ver na comunidade”.

Maura Healey fêz questão de reiterar seu “forte” apoio à reforma imigratória e aos projetos de ação deferida do presidente Obama, DACA e DAPA. E reforçou a importância do voto. “É a única maneira de assegurar democracia. Às vezes penso que o voto deveria ser mandatório, sei que isso acontece em certos países”. Outros planos da Procuradora são oferecer treinamentos sobre direitos dos trabalhadores nas comunidades, participar de eventos comunitários, de feiras de saúde, produzir material educacional em várias línguas e até treinar seus funcionários em “preconceito inconsciente”. “Nós temos 525 funcionários e quero ter certeza que eles se parecem com o povo deste estado”.

Perguntada sobre o roubo de salários disse saber que é um problema para famílias imigrantes. “Pela primeira vez vamos conseguir verba para (lutar contra) o roubo de salário. Eu fui aos legisladores e pedi mais dinheiro para poder contratar mais investigadores para fazer este trabalho porque nós sabemos que este é um trabalho que precisa ser feito. Quero aumentar os esforços deste departamento porque sei que (roubo de salário) é tão pervasivo e causa grande prejuízo para indivíduos e para as famílias. Outra coisa é que decidi trazer as divisões de trabalhos justos, de direitos civis e de consumidores. sob um só bureau, o de Proteção Pública. Para fazermos este trabalho temos de estar na comunidade e as vítimas de roubo de salários têm de se sentir confortáveis falando sobre isso. Precisam vir até nós”.

Fonte: Da Redação