Publicado em 20/05/2015 as 12:00am

Nomes idênticos geram confusão e cobrança indevida

Brasileiro Wagner Martins Oliveira recebe cobranças há quase dois anos e teve nota de crédito rebaixada

Uma pequena diferença no nome está gerando uma grande confusão e dando trabalho para o brasileiro Wagner Martins Oliveira, 32 anos, morador de Framingham (MA). Há aproximadamente dois anos ele tem recebido cartas e telefonemas de cobranças com o nome de “Wagner Martins de Oliveira”. A única diferença entre o nome dele e dessa pessoa que está sendo cobrada é o “de”, o que faz com que as empresas credoras enderecem todos os comunicados a ele.

O brasileiro, que veio de Belo Horizonte (MG), está há 7 anos nos Estados Unidos e trabalha com limpeza comercial, diz que recebe correspondências toda semana e pelo menos 5 ligações por mês, algumas com tom de voz meio alterado. “Várias empresas me ligam acreditando que sou esta outra pessoa e por mais que eu me identifique corretamente, as ligações continuam”, conta.

Oliveira diz que o problema começou depois que ele se mudou para Framingham. “Quando eu morava em Somerville isso nunca aconteceu. Acredito que essa pessoa já morou aqui, fez muitas dívidas e talvez já tenha até ido embora para o Brasil ou outro lugar”, diz.

Além do incômodo das cobranças, ele foi surpreendido com a negativa para a compra de uma casa, já que sua nota de crédito foi rebaixada devido às dívidas associadas ao seu nome. “Eu tinha 670 de pontuação e agora estou somente com 530 pontos, o que inviabiliza a compra do imóvel”.

Segundo ele, pelo menos quatro empresas diferentes cobram o homem chamado “Wagner Martins de Oliveira”. Uma delas, uma companhia fornecedora de energia elétrica e gás, cobra uma dívida de $ 700 dólares. “Estou passando por uma situação constrangedora porque sempre paguei todas as minhas contas corretamente e agora não paro de receber estas cobranças por cartas e ligações telefônicas”, reclama.

Wagner solicitou seu “credit report” a três empresas que trabalham com classificação de crédito nos EUA (Equifax, TransUnion e Experian) e constatou que as dívidas dessa outra pessoa somam cerca de US$ 93 mil dólares.



Empresa busca reabilitação

Para resolver o problema das cobranças indevidas, Wagner Martins Oliveira procurou a polícia, mas foi informado que esse fato não caracteriza um crime e que, portanto, não poderia fazer um “report”.

Em seguida, ele resolveu contratar uma empresa especializada na mediação de negociações, com o intuito de notificar as empresas cobradoras de que ele não é a pessoa que está com as contas atrasadas. O trabalho já vem sendo feito há um mês e duas delas deram retorno. A previsão é de que em 3 ou 4 meses todas já tenham sido contatadas e dêem uma resposta. “Estou na fase final do meu processo de legalização, por isso não posso ter esse tipo de problema. Espero que tudo seja resolvido o mais rápido possível”, diz.

Oliveira contou ao Brazilian Times que não conhece o homem com o nome parecido com o seu e que não faz idéia de onde ele está. Ele espera que a publicação dessa matéria colabore para a resolução do problema.

Fonte: Da Redação do Brazilian Times | Texto de Fabiano Ferreira