Publicado em 1/07/2015 as 12:00am

Família de João Rafael continua luta por DNA de menino em NJ

"Não podemos descartar nenhuma possibilidade até encontrarmos meu sobrinho", diz tia de menino desaparecido no Brasil

Luciano Sodré

    Continua a polêmica em torno das semelhanças entre o menino encontrado pela polícia de Linden (New Jersey) vagando em uma rua da cidade com João Rafael, que foi sequestrado no Brasil em 2013. Elizabete Morse, tia de Rafael, conversou com a reportagem do Brazilian Times e falou um pouco do desespero de sua irmã em encontrar o garoto, bem como a possibilidade dos dois meninos em questão serem os mesmo.

     Ela mora em Houston (Texas) e disse que está vivendo de trabalhos “freelance”, pois quer dedicar parte de sua vida a ajudar a irmã a encontrar o filho. “Eu já entrei em contato com o detetive em Linden e expliquei a situação. Liguei para ele na segunda-feira (29), mas ele me passou poucas informações por telefone. Também estou tentando marcar um horário com ele para conversar pessoalmente. Talvez não seja o meu sobrinho, mas nesta situação não podemos descartar nenhuma possibilidade”, disse.

     Bete, como é mais conhecida, é irmã mais velha de Lorena, a mãe de Rafael. Ela ressaltou que o menino de New Jersey tem alguns traços de João Rafael, que tem uma irmã gêmea. “Ela mudou bastante a fisionomia em dois anos e confesso que é muito semelhante com o garoto encontrado”, acrescentou.

     Segundo ela, o detetive informou que já entrou em contato com membros da Interpol e que estava tudo resolvido. “Mas eu falei com o Dr. Renato, da Polícia Federal do Paraná, e ele disse que ninguém entrou em contato com ele. Achei estranho, pois o caso está sob o comando e investigação dele”. Nem com o assistente dele falaram”, afirmou.

     Bete ressalta que a intenção é o melhor e que como o caso está na Interpol, não há como o pedido de DNA ser negado. “Vou até New Jersey pedir para conhecer a família do garoto, talvez vê-lo e tirar de uma vez por todas esta dúvida. O João Rafael tem uma marca de nascença e se eu constatar que o menino de Linden não tem estar marca, descartamos esta possibilidade”, disse ressaltando que também tentará fazer o exame usando seu próprio DNA. “Sei que isso é possível”, fala.

     O DESAPARECIMENTO

     João Rafael desapareceu em agosto de 2013, quando tinha dois anos de idade. Através de algumas testemunhas, os familiares acreditam que ele tenha sido enviado para os Estados Unidos. Desde então, os familiares e um grupo de voluntários iniciaram uma campanha para encontrá-lo.

     Quem tiver alguma informação, pode entrar em contato através dos telefones (41) 8810-3888 ou (41) 8810-0001 (neste pode ser enviado mensagens via whatsapp).

      INVESTIGANDO TODAS AS OPÇÕES

     A redação do Brazilian Times recebeu um vídeo que circula pelo You Tube de um menino regendo em uma igreja evangélica. A família também não descarta esta possibilidade e até então não sabia a origem da filmagem. O repórter do BT pesquisou e descobriu que as cenas podem ter sido feitas em uma igreja da Congregação Cristã do Brasil, em Ceilândia (Brasília).

     De posse dos dados fornecidos pela reportagem do BT, alguns voluntários vão atrás para descobrir mais sobre o tal menino. Para ver o vídeos acesse: www.youtube.com/watch?v=6QfxwEUo0DY

     MEDO AFASTA VOLUNTÁRIOS

     Em conversa com uma voluntária do caso, ela disse que se afastou um pouco da história por ter medo que possa acontecer com ela e sua família. Ela contou que no início estava muito envolvida na história, mas que depois foi percebendo que a mãe do menino se afastava de todas as possibilidades que apareciam. “Não sei. Acho que ela está sendo manipulada por alguém próximo a ela que não quer que ela não encontre o garoto”, disse sob a determinação de não ter o seu nome revelado.

     Ela explica que ainda continua orando para que tudo se esclareça, mas como João Rafael foi tirado da mãe por alguém próximo à família, ela teme que esta pessoa comece a perseguir quem está querendo ajudar. “Estou com medo, pois tenho uma filha de quatro anos e eles podem querer se vingar. Tenho certeza de que se tratam de pessoas perigosas”, continua.

Fonte: Brazilian Times