Publicado em 10/08/2015 as 12:00am

Brasileira luta contra câncer de pâncreas em Massachusetts

Valdiva está internada hospital Brigham & Women's, filiado à Universidade de Harvard e especializado em câncer

Da redação

Comovidos com o grave estado de saúde da doméstica Valdiva de Jesus, de 76 anos, natural de Governador Valadares (MG), amigos organizaram uma campanha beneficente online que visa angariar fundos para envia-la a Belo Horizonte (MG), onde mora sua família. Valdiva, que está nos EUA há 15 anos, residia na região metropolitana de Boston (Massachusetts) e trabalhava como interna na casa de famílias brasileiras. Agora, ela mudou-se com seus últimos patrões para a Flórida.

Após sentir dores intensas no abdômen, prisão de ventre, queimação pelo corpo e pele amarelada, há três semanas ela foi diagnosticada com câncer no pâncreas em estágio avançado e metástase no fígado. A solução encontrada por ela foi retornar a Massachusetts e buscar tratamento no hospital Brigham & Women’s, filiado à Universidade de Harvard e especializado em câncer, onde ela está atualmente internada e recebe tratamento quimioterápico.

Segundo os médicos, com o tratamento Valdiva possui entre 6 a 12 meses de vida e, sem o tratamento, apenas três meses. O desejo dela é ficar próxima a seus familiares em Minas Gerais.

A também brasileira Keilla Barbosa Heringer, que conheceu Valdiva em um salão de beleza na região de Boston, lançou no site GoFundMe a campanha: http://www.gofundme.com/5r6cn4td, que visa angariar fundos suficiente para enviar a amiga ao Brasil e custear o tratamento em um hospital local. Atualmente, o remédio que Valdiva toma nos EUA para conter a doença custa US$ 960, segundo Keilla.

Na busca por ajuda, Heringer divulgou o estado de saúde de Valdiva nas redes sociais e, em decorrência disso, ela tem recebido a visita de vários brasileiros no hospital, que lhe dão apoio e fazem companhia. Até o momento foram arrecadados: cadeira de rodas, andador e outros equipamentos que serão úteis a paciente no Brasil. A viagem de Valdiva ainda não possui data marcada.

Os interessados podem depositar qualquer quantia no GoFundMe, bastante acessar o link (http://www.gofundme.com/5r6cn4td) citado. A página online foi criada na sexta-feira (7) por Keilla e tem o objetivo de arrecadar US$ 18 mil, que serão utilizados para os custos com a viagem e continuação do tratamento médico no Brasil.

O inimigo invisível:

O câncer de pâncreas emagrece porque ele é um câncer bastante agressivo, que evolui muito rapidamente dando ao paciente uma expectativa de vida muito limitada. Sintomas: Falta de apetite, dor ou desconforto abdominal, dor de estômago e vômitos. Os sintomas podem ser facilmente confundidos com outros distúrbios gastrointestinais o que agrava o quadro.

Em geral o diagnóstico do câncer de pâncreas é feito muito tardiamente, sendo baseado nos sintomas do paciente ou algumas vezes, por acaso, durante um check-up de rotina. Exames como raios X, ultrassonografia abdominal ou a tomografia computadorizada, são os exames de imagem mais comuns que se fazem para ajudar a visualizar a extensão  do tumor e as alternativas de tratamento, que algumas vezes não envolvem operação devido ao estado de debilidade do paciente ou tamanho do tumor.

O tratamento para o câncer no pâncreas é feito com a tomada de medicamentos, radioterapia, quimioterapia e por vezes, cirurgia. O apoio nutricional individualizado é de extrema importância, e deve ser instituído o mais brevemente possível, sendo essencial para a sobrevida do paciente mesmo quando ele ainda se alimenta bem.

As estatísticas apontam que após um diagnóstico de câncer de pâncreas, apenas  5% dos pacientes conseguem viver mais 5 anos com a doença. Pois o câncer no pâncreas evolui muito rápido e na maior parte dos casos, produz metástases para outros órgãos como fígado, pulmão e intestinos muito rapidamente fazendo com que o tratamento seja muito complexo, por envolver muitos órgãos debilitando muito o paciente.

Mais informações sobre a campanha de ajuda à Valdiva de Jesus podem ser obtidas através do tel.: (857) 261-2989, falar com Keilla. (extraído: Brazilian Voice)

Fonte: Brazilian Times

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