Publicado em 17/08/2015 as 12:00am

Brasileiro processa hospitais em MA por discriminação

Segundo Ary Mirada, o UMass Memorial Health Care e o Natick Hospital negaram atendimento adequado à sua esposa por ela ser uma imigrante brasileira

Da redação

Quando a brasileira Marlene Miranda, 47 anos de idade, residente em Milford (Massachusetst) sofreu um acidente e caiu de uma escada, ela foi levada ao Departamento de Emergência de um hospital na cidade de Natick (MA). Além disso, realizou algumas consultas no UMass Memorial Health Care.

Mas segundo os familiares dela, o hospital Leonard Morse Hospital e seus médicos não conseguiram tratá-la corretamente. O marido dela, Ary Assunção, entrou com uma ação no Tribunal Federal de Massachusetts contra os estabelecimentos médicos e os médicos.

A ação foi movida dia 17 de Julho e acusa os médicos de negligência e falta de prestação de cuidados , que são assegurados por lei federal. No processo, Ary alega que a falta de tratamento adequado tenha sido resultado de uma discriminação pelo fato da paciente ser uma brasileira.

O UMass Memorial recusou-se a comentar o caso. MetroWest Medical Center, a organização ligada ao Leonard Morse, também não fez nenhum comentário sobre o assunto.

Segundo a denúncia, Miranda chegou ao serviço de emergência do Leonard Morse no dia 24 de julho, após sofrer a queda na escada. Os exames de Raios-X mostraram que ela tinha várias costelas fraturadas e um ar entre o pulmão e a parede torácica - conhecido como um pneumotórax. “Mas ela foi encaminhada para casa, com medicamentos para a dor e com que voltasse casso as dores não melhorassem”, diz a denúncia.

Na manhã seguinte após o acidente, Miranda foi ao hospital para mais raios-X, e ela foi enviada a um especialista. Mas de acordo com a denúncia, quando ela chegou ao escritório do especialista, o seu seguro de saúde não foi aceito e foi informada de que a consulta custaria US$ 500.

"Nós estamos alegando que ela poderia ter sido tratada melhor", disse a advogada de Assunção, Abigail Williams. "Era necessária uma internação hospitalar na primeira vez que ela foi ao hospital. Mas quando ela voltou, no dia seguinte, foi pior, pois eles a encaminharam para um pneumologista. Quando ela foi ver o pneumologista, ele disse que não aceitaria o seguro” , continua.

A denúncia afirma que três horas após a sua visita, a dor de Miranda foi tão grave que ela foi para o Centro de Saúde Edward Kennedy em Framingham, que a enviou para a UMass Memorial Memorial Campus.

Fonte: Brazilian Times