Publicado em 2/09/2015 as 12:00am

Consulado do Brasil em Boston prepara festejos da Independência

O evento terá apresentações gratuitas com o músico Reco do Bandolim e o Grupo Choro Livre, um dos conjuntos mais prestigiosos do gênero musical brasileiro conhecido como "choro"

Da redação

O Consulado-Geral do Brasil em Boston (Massachusetts) divulgou a sua agenda para o período de festas em comemoração à Independência do Brasil. Em parceria com o Grupo Mulher Brasileira, a Tufts University e a Berklee School of Music, a comemoração oferecerá apresentações gratuitas com o músico Reco do Bandolim e o Grupo Choro Livre, um dos conjuntos mais prestigiosos do gênero musical brasileiro conhecido como "choro".

O choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero de música popular e instrumental brasileira, que surgiu no Rio de Janeiro em meados do século XIX.

O choro pode ser considerado como a primeira música urbana tipicamente brasileira e ao longo dos anos se transformou em um dos gêneros mais prestigiados da música popular nacional, reconhecido em excelência e requinte. Entre os maiores representantes do choro encontram-se Ernesto Nazaré, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Patápio Silva e Altamiro Carrilho.

A agenda de apresentações do conjunto em Boston é a seguinte:

- Domingo, 13/set, meio-dia no 20º. Festival da Independência (Brazilian Independence Day Outdoor Festival, organizado pelo Grupo Mulher Brasileira), DCR Herter Park (1175 Soldiers Field Road, Boston);

- Quarta-feira, 16/set, às 14h, Apresentação/Master Class no David Friend Recital Hall, da Berklee School of Music (921 Boylston Street, Boston). Recomenda-se aos interessados que cheguem cedo.

- Quinta-feira, 17/set, às 19h - Semana do Brasil na Tufts University/Cohen Auditoriom (40 Talbot Avenue, Medford). Recomenda-se aos interessados que cheguem cedo.

Rabello.

ESCOLA BRASILEIRA DE CHORO RAPHAEL RABELLO
A Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, primeira do gênero no Brasil, foi fundada em Brasília em abril de 1998, pelo músico e jornalista Henrique Filho (Reco do Bandolim), com inspiração nas escolas norte-americanas de jazz.

Os primeiros cursos a serem oferecidos foram de bandolim, cavaquinho, pandeiro, saxofone e violão de seis e de sete cordas. Em seguida, vieram os de flauta, clarinete, violino, acordeão, viola, gaita e percussão. Em 2002, a Escola recebeu 260 inscritos.

Atualmente, atende a cerca de mil alunos, parte deles bolsistas carentes. Além das aulas do currículo regular, os alunos da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello assistem a "workshops" gratuitos oferecidos por alguns dos mais expressivos músicos brasileiros, que, de passagem pelo Clube do Choro de Brasília, se dispõem a fazer um intercâmbio com os estudantes. Entre os que aderiram a essa prática estão, por exemplo, Toninho Horta, Armandinho Macedo, Yamandú Costa, Leandro Braga, Dirceu Leite, Leo Gandelman, Carlos Malta e Ivanildo Sax de Ouro.

Em 17 anos de funcionamento, a Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello formou músicos que se tornaram revelações da cena brasiliense, entre eles os grupos 5 no Eixo, Folhas Secas, Vibrações, Brincadeira Boa e Trio Cai Dentro.

RECO DO BANDOLIM

Presidente do Clube do Choro de Brasília, Henrique Lima Santos Filho, o Reco do Bandolim, é baiano de Salvador. Chegou a Brasília em 1963, onde se formou em jornalismo.

Reco participou do grupo de artistas que deu origem ao Clube do Choro de Brasília, em 1978, e forjou seu estilo nas rodas musicais ao lado dos mestres Waldyr Azevedo, Avena de Castro, Odete Ernest Dias, Bide e Pernambuco do Pandeiro. Tem quatro discos gravados, dois pelo setor de pesquisa do Banco do Brasil e dois independentes, entre os quais se destaca "Reco do Bandolim & Choro Livre", com mais de cinco mil cópias vendidas.

Depois de um início alvissareiro, o Clube do Choro de Brasília acabou fechando as portas na década de 90, premido por dificuldades materiais e pela falta de público. Ao assumir a presidência, em 1993, Reco deu início ao processo de recuperação. Após reabrir o Clube e colocá-lo à disposição dos músicos e da comunidade, Reco passou a levantar patrocínios que permitiram a continuidade do trabalho, através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. Nos últimos 18 anos, centenas de artistas do Brasil (entre eles Altamiro Carrilho, Sivuca, Paulo Moura, Paulinho Nogueira, Leo Gandelman, Wagner Tiso, Joel Nascimento, Déo Rian, Armandinho Macedo, Cristóvão Bastos, Hélio Delmiro, Paulo Sérgio Santos, Leandro Braga, Zé da Velha, Silvério Pontes e Hamilton de Holanda) já se apresentaram para mais de 500 mil pessoas no palco do Clube do Choro de Brasília em projetos temáticos que homenageiam grandes nomes da MPB.

Vale acrescentar que, em 1998, Reco realizou o sonho de inaugurar a Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello. Posteriormente, o Arquiteto Oscar Niemeyer assinou o projeto da sede definitiva da Escola e do Clube do Choro de Brasília, no Setor de Divulgação Cultural. O espaço foi inaugurado em novembro de 2011, com o nome de Espaço Cultural do Choro.

Fonte: Brazilian Times