Publicado em 14/12/2015 as 12:00am

Família faz campanha para trazer de volta avô que entrou em coma após festa nos EUA

Mineiro Walter Motta, 78, viajou a Dallas para casamento do neto, sofreu dois infartos e está há três meses internado, inconsciente; família pede ajuda para cobrir custos de seu retorno.

A viagem de Walter Motta, de 78 anos, para o casamento de seu neto, Thiago, nos Estados Unidos tinha tudo para ser uma bela recordação no álbum da família, mas transformou-se no início de um pesadelo – e que ainda não terminou.

A cerimônia ocorreu em julho deste ano, e tanto o avô quanto o neto aproveitaram a festa. Mas, uma semana depois, ainda em Dallas, no Estado do Texas, Walter sofreu um ataque cardíaco.

Foi operado e liberado do hospital, mas dois dias depois voltou a sentir dores no peito e teve um segundo ataque, ainda mais forte. Ele está há três meses inconsciente, internado no centro de tratamento intensivo de um hospital da cidade, sem perspectiva de voltar ao Brasil.

Thiago explica que, no segundo infarto, o coração de seu avô ficou parado por mais de dez minutos, o que afetou seu cérebro, deixando ativa somente a região que controla as funções vitais.

Ele afirma que a família não tem como arcar com os custos de seu retorno e dos hospitais e vem buscando ajuda – até agora, sem sucesso – junto aos governos brasileiro e americano e a qualquer outra pessoa que, por meio de uma campanha online por doações, possa os ajudar.

"O problema é que, aqui, tudo na saúde é privado. Ele já fez três pontes de safena. Só de custos médicos, fui informado que devemos US$ 400 mil (R$ 1,52 milhão), e precisamos de US$ 30 mil para levá-lo para o Brasil com a ajuda de uma empresa especializada", afirma Thiago.

"Agora, ele está recendo só cuidados básicos. Não temos mais condições de pagar médicos. Mas, no Brasil, ele tem plano de saúde.»

 

Surpresa

Thiago é um publicitário mineiro de Juiz de Fora que foi para os Estados Unidos estudar inglês há três anos.

No país, ele conheceu sua futura esposa, que é de Dallas. Estavam de casamento marcado para o dia 25 de julho. "Fui ficando até a cerimônia", diz ele, que hoje trabalha como diretor de uma agência de publicidade na cidade.

O rapaz conta que seu avô havia sido liberado por seus médicos no Brasil para viajar. "Ele tem Parkinson, mas é bem saudável e independente. Ele se exercitava e fazia a própria comida", afirma.

Os problemas cardíacos de Walter pegaram a família de surpresa – e os custos para tratá-los já superaram em muito os valores do seguro saúde contratado por Walter.

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Fonte: g1.com.br