Publicado em 11/01/2016 as 12:00am

Agente do ICE acusado de sexo com indocumentada é preso na FL

Jeffrey F. Bohn foi condenado a 6 meses de detenção, pagar multa de US$ 2.500 e 3 anos de liberdade condicional

Na quinta-feira (7), o ex-agente do Departamento de Imigração (ICE), Jeffrey F. Bohn, foi condenado a 6 meses de prisão por mentir para investigadores sobre seu relacionamento sexual com uma estrangeira que buscou ajuda para manter o filho nos EUA. A Juíza Distrital Mary S. Scriven, em Tampa (FL), expressou dúvidas com relação à história contada pela imigrante, frisando que ela mentiu sobre ter engravidado de Bohn, já que ele tinha feito vasectomia. Em decorrência disso, a magistrada condenou o agente à sentença máxima possível, negando o pedido de liberdade condicional.

A mulher usou o seu corpo para conseguir o que ela queria, opinou a juíza, e Bohn usou o seu emprego. O agente conheceu a equatoriana Laura Maldonado durante uma entrevista de imigração relacionada à residência do seu filho em 11 de setembro de 2006. Na presença dela, ele carimbou o passaporte, mas depois que ela deixou a sala, ele alterou a papelada oficial, anulando o carimbo, a juíza descobriu. No dia seguinte, ele visitou Maldonado em sua residência e os dois iniciaram um relacionamento sexual que durou por vários meses, segundo o testemunho da mulher. Os jurados ouviram toda a história, antes de condenar Bohn em setembro.

A Promotora Pública Assistente Sara Sweeney disse na quinta-feira (7) que não parecia ser a primeira vez que Bohn agia daquela forma, uma vez que ele aparentava “confiança e determinação”. A juíza respondeu que não intencionava sentenciar o réu baseada nessa especulação.

A advogada de defesa Dionja Dyer escreveu num memorando de sentença que Bohn “forneceu o nome de muitas pessoas” quando perguntado pelos investigadores sobre os relacionamentos que ele teve através do seu emprego, mas não mencionou Maldonado. As interrogações ocorreram entre 2013 e 2014, aproximadamente 7 anos depois. Maldonado apresentou provas de DNA depois de receber uma ordem de deportação. Quando mostrado uma fotografia da mulher, Bohn “afirmou nunca ter feito sexo com aquela mulher”, escreveu Dayer.

Manter relações sexuais com clientes é uma violação da política do ICE, mas mentir sobre isso é crime federal. A juíza perguntou à promotora pública por que Bohn não foi acusado de mais delitos. É contra a lei, por exemplo, usar a posição pública para benefício próprio. Sweeney respondeu que o estatuto de limitações havia expirado no que diz respeito ao sexo.

Fonte: bv