Publicado em 15/01/2016 as 12:00am

Brasileiro é encontrado morto em Lawrence (MA)

Adair não tinha parentes nos EUA e segundo amigos, vivia muito solitário

No domingo (10), Adair Efren da Silva, 56 anos, foi encontrado na casa onde ele morava, na cidade de Lawrence (Massachusetts). Os amigos e parentes não souberam precisar quem o encontrou, mas Gilberto Silva, amigo de trabalho, resolveu visitá-lo, pois não tinha mais contato com ele. Quando chegar ao local, foi informado de que ele havia sido encontrado morto e o corpo não estava mais lá. “Eu estive na casa e só encontrei o patrão dele e um certificado de dispensa do Serviço Militar”, relatou em uma publicação no Facebook

Adair era natural de Peçanha (Minas Gerais) e seus pais, Jonas Cassimiro da Silva e Maria Jose de Jesus, moram em Belo Horizonte. O Brazilian Times conversou com Olívia Maia, prima de Adair, a qual mora em Contagem. Ela disse que a família está desesperada, pois não consegue informações do Instituto Médico Legal sobre a causa da morte ou quando o corpo será liberado.

Ela disse que os familiares querem fazer o translado para que Adair seja sepultado em Belo Horizonte e os pais tenham a oportunidade de dar adeus ao filho. “Tentamos ligar no telefone do IML, mas não conseguimos e dependemos muito da ajuda das pessoas que moram ai”, disse. “Meu primo não tem nenhum parente morando nos EUA, por isso pedimos ajuda dos amigos”, continua ressaltando que a família está recebendo apoio de Gilberto.

Segundo Olívia, Adair trabalhava em uma empresa de ferro velho e estava separado há 16 anos e tinha dois filhos, um de 31 e outro de 25. Ele morava nos EUA há aproximadamente de 15 anos e era uma pessoa muito alegre. “Ele vivia tocando violão, sorrindo e não tinha tempo ruim”, fala. “Mas alguns amigos me relataram que ele vivia muito solitário nos últimos tempos”, continua.

O mineiro morou com alguns amigos, mas segundo a prima, há algum tempo ele vivia sozinho. “Até mesmo o Gilberto perdeu um pouco o contato com ele”, fala.

A família ainda não saber o que fará, pois enquanto o IML não der informações e liberar o corpo, nenhuma providência poderá ser tomada. Olívia acredita que os amigos se unirão para fazer uma campanha e levar o corpo ao Brasil. “Mas ainda não temos certeza de quanto isso custará e se realmente será preciso ajuda da comunidade”, finaliza.

Fonte: Luciano Sodré