Publicado em 26/01/2016 as 12:00am

Campanha para ajudar em cremação de corpo de brasileiro em Miami

A família está realizando a campanha através do website GoFundMe.com para custear as despesas de cremação

Faleceu na última quinta-feira, em Miami, o curitibano Jorge Luis Graf, 63 anos. A causa da morte ainda não havia sido declarada até o fechamento da edição. Jorge, que sofria de várias complicações de saúde, foi encontrado sem vida na manhã do dia 21, na casa de assistência social onde morava em Downtown Miami. Os dois filhos, Katherine e Jorge Luis, residentes na Flórida e a ex-esposa, Josie Moreira, precisam agora de ajuda financeira para realizar a cremação do corpo. “Infelizmente o fato ocorreu num momento em que não podemos arcar com todos os custos. Por isso resolvi fazer a campanha”, destaca a filha Kathy Moreira, 23 anos, que mora em Fort Pierce.

A família está realizando a campanha através do website GoFundMe.com para custear as despesas de transporte do corpo, custos de funeral, do caixão, do certificado de óbito, taxa de cremação, custo da urna para guardar as cinzas e outras despesas. No total, eles precisam do montante de $1,500. Até segunda-feira já haviam arrecadado $1,100.

 

 

Saúde debilitada

Nos últimos anos, segundo relata a família, Jorge vinha lutando contra várias condições de saúde, inclusive diabetes, Ele já havia sofrido 4 infartos, 2 derrames, além de vários episódios de falha nos rins, parada cardíaca e pneumonia.

Em 2004 teve parte de um pé amputada. Em 2005, teve que amputar parte do outro pé, Segundo conta a filha.

Mesmo assim seguia trabalhando de taxista nas ruas de Miami, até 2014 quando complicações por conta da diabetes lhe obrigaram a amputar a perna direita. Jorge vinha sobrevivendo por conta da ajuda do governo federal e morava em um abrigo de assistência social para pessoas desabilitadas.

 

Repórter fotográfico em Curitiba

Jorge era taxista nos Estados Unidos até 2014, quando ficou impossibilitado de trabalhar após amputação de uma perna. Mas no Brasil, era jornalista e fotógrafo profissional. Ele trabalhou para vários jornais e revistas do Brasil, segundo relata a família. Assinou trabalhos importantes em Curitiba no Gazeta do Povo, no Tribuna do Paraná e também trabalhou para a revista Placar. Ainda em Curitiba, foi professor universitário.

Dos seus trabalhos, alguns guardava com orgulho da carreira. Entre as fotos históricas, algumas que registraram a nevasca que fez história em Curitiba, em 1975.

Em suas atividades paralelas foi dono do Bar Retranca, nos anos 80, que passou a ser ponto de encontro dos jornalistas da cidade. O bar boêmio funcionava dentro do Sindicato do Jornalistas.

Jorge vivia nos EUA há 28 anos. Ele deixa seis filhos de três casamentos – três vivem no Brasil, um em Londres e dois na Flórida, fruto do casamento com Josie Moreira, divorciada dele há 12 anos.

 

 

 

 

 

Fonte: Vanuza Ramos