Publicado em 1/02/2016 as 12:00am

Organizações locais de ajuda a vítimas de violência doméstica estendem apoio à comunidade em Peabody

No primeiro mês de 2016, já três mulheres foram assassinadas em situações relacionadas com violência doméstica em Massachusetts

Organizações locais que prestam apoio a vítimas de violência doméstica expressaram esta semana a sua tristeza relativamente à violenta morte de Elizete Benevides, uma mulher brasileira de 51 anos que vivia em Peabody. Elisete, ou Liza como era conhecida, foi alegadamente morta com uma faca em sua casa na passada terça-feira pelo seu ex-namorado, Gelcino Oliveira, de 50 anos, de Beverly. A polícia encontrou também o cadáver de Oliveira, com feridas de faca auto infligidas e está tratando o caso como homicídio-suicídio.

No primeiro mês de 2016, já três mulheres foram assassinadas em situações relacionadas com violência doméstica em Massachusetts, de acordo com a Jane Doe Inc., a coligação estadual de combate à violência doméstica e abuso sexual.

“Estamos chocados com esta trágica notícia e prestamos as nossas profundas condolências e apoio à família, amigos e a todas as pessoas próximas da Elisete” disse Paulo Pinto, MPA, Diretor Executivo da Massachusetts Alliance of Portuguese Speakers (MAPS). “Acabar com o ciclo de violência é uma batalha constante que requer o envolvimento e dedicação de todos nós”, acrescentou.

A MAPS, organização sem fins lucrativos que serve as comunidades Brasileiras e outras de Língua Portuguesa em Boston e nas áreas circundantes, juntou esforços com a Healing Abuse Working for Change (HAWC), a principal organização de apoio a vítimas de violência doméstica em North Shore, e com a Jane Doe Inc. para prestar apoio à comunidade e autoridades de Peabody.

“Estamos a trabalhar com os líderes comunitários e religiosos para oferecer a nossa ajuda e para informar a comunidade local de Língua Portuguesa sobre todos os recursos e organizações disponíveis para ajudar vítimas e sobreviventes de violência doméstica em Massachusetts” disse Dulce Ferreira, MA, Diretora do Programa de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica e Abuso Sexual da MAPS.

Anthony DiPietro, Diretor Executivo da HAWC, salientou que “os nossos pensamentos estão com a família nos Estados Unidos e no exterior que foram afetados por esta tragédia e com todos os que estão sofrendo na comunidade. Queremos que todos saibam que a HAWC é um recurso para todos os que enfrentam abuso e violência, bem como para os seus entes queridos e familiares, e que prestamos serviços em Português, Espanhol e Inglês.”

A HAWC presta vários serviços a sobreviventes de violência doméstica, incluindo uma linha telefónica disponível durante todo o dia, sensibilização, apoio e assistência individual, abrigo de emergência, grupos de apoio em mais de 23 cidades e vilas. O programa de violência doméstica da MAPS oferece sensibilização, assistência individual, grupos de apoio e outras iniciativas que fazem parte do conjunto de serviços linguística e culturalmente apropriados dirigidos às populações falantes de Português na área de Boston, Lowell e Framingham.

Dulce Ferreira referiu que muitos imigrantes, independentemente do país de origem, enfrentam barreiras linguísticas e culturais que dificultam o pedido de ajuda. Frequentemente desconhecem a lei americana e os seus direitos e, em muitos casos, estão dependentes financeiramente do/a agressor/a.

“Pesquisas a nível nacional demonstram que estar em contato com organizações que prestam auxílio a vítimas e sobreviventes de violência doméstica ajuda a proteger pessoas em situação de risco, e é por isso que é extremamente importante que a MAPS e as restantes organizações trabalhem incessantemente para educar e informar as nossas comunidades.”, destacou Dulce Ferreira.

Toni K. Troop, porta-voz da Jane Doe Inc., coligação estadual de organizações prestadoras de serviços para vítimas de violência doméstica e abuso sexual, afirmou que “Embora seja cedo para definir uma tendência, estamos muito preocupados com o facto de terem já ocorrido, nestas primeiras semanas do ano, três homicídios relacionados com violência doméstica. Todos nós devemos transformar o nosso luto em ação, num esforço concertado que envolva toda a comunidade – amigos e famílias, instituições religiosas, polícia e outras instituições – para que possamos dar passos concretos no apoio às vítimas e sobreviventes e para levar os agressores à justiça.”

O website da Jane Doe Inc’s (www.janedoe.org) oferece uma extensa lista de recursos e organizações estaduais, incluindo a MAPS e a HAWC, que prestam serviços de intervenção em crises, elaboração de planos de segurança, informações, encaminhamentos guiados, ajuda para obtenção de atendimento médico e jurídico, apoio emocional e demais serviços. Em Massachusetts, a linha de atendimento telefónico Safelink para Violência Doméstica está disponível durante todo o dia, em várias línguas (877-785-2020 TTY: 1-877-521-2601).

“Se está a passar por situações de violência doméstica ou se é testemunha desses casos, ligue, por favor, para a MAPS, HAWC, Safelink ou outras organizações que conheça”, disse Dulce Ferreira, acrescentando que “em caso de emergência, deve ligar para o 911 de imediato!”

Para saber mais sobre estas e outras organizações na sua área, contate:

Massachusetts Alliance of Portuguese Speakers (MAPS): Escritórios em Cambridge, Somerville, Dorchester, Lowell, Brighton e Framingham. Telefone: 617-864-7600. Website: www.maps-inc.org

Healing Abuse Working for Change (HAWC): Escritórios em Salem, Gloucester, Lynn, North Shore Medical Center. Telefone: 978-744-8552. Website: www.hawcdv.org

Jane Doe Inc: Telefone: 617-248-0922. Website: www.janedoe.org

 

 

Fonte: braziliantimes.com