Publicado em 8/02/2016 as 12:00am

Mobilização encontra pais de brasileiro morto no Mass General em Boston

Segundo informou Cassiane, desde que Wesley se mudou para os Estados Unidos, há 15 anos, ele não tinha mais contato com os pais.

Depois de uma intensa mobilização da comunidade brasileira que envolveu grupos no Facebook e a mídia comunitária, inclusive o jornal Brazilian Times, mostrou a força da união. Um mineiro de Belo Horizonte, identificado por Wesley Celistrino, morreu no sábado, dia 31 de janeiro, de causas ainda não divulgadas. O corpo permanece no Mass General Hospital, em Boston (Massachusetts) e ninguém sabia quem eram os pais dele ou parentes mais próximos.

Isso gerou uma mobilização na comunidade brasileira e com a ajuda de várias pessoas, inclusive do Bazar Boston Novo (Facebook) e o jornal Brazilian Times, os pais do rapaz foram localizados e informados do ocorrido.

A redação do BT conversou com uma das pessoas que mais esteve envolvida nesta causa e que pediu para ter seu nome mantido em sigilo. Ela informou que logo no começo da mobilização, conseguiu contatar uma pessoa chamada Cassiane, que era amiga de infância de Wesley. A jovem conversou com outro amigo e os dois procuraram pela ajuda de um advogado até conseguirem encontrar os pais.

Segundo informou Cassiane, desde que Wesley se mudou para os Estados Unidos, há 15 anos, ele não tinha mais contato com os pais. “Eu sempre conversava com ele e pelo que fiquei sabendo, havia uma divergência por causa da opção sexual do rapaz”, disse ressaltando que mesmo assim os dois ficaram bastante abalados quando souberam da notícia.

Os pais estão morando em Ferruginha, um distrito de Conselheiro Pena, em Minas Gerais. A cidadezinha tem pouco mais de 2 mil habitantes, com moradores bem humildes, cuja a última estimativa, a renda mensal por responsável por domicílio era de R$260,07.

Segundo as informações, os pais, Ana Lima e Nilson Celistrino, foram encontrados e informados da morte na sexta-feira (05).

 

TRANSLADO

O BT também procurou informações sobre o translado do corpo para o Brasil, mas nenhum amigo envolvido na história soube explicar o que acontecerá. “Wesley era uma pessoa que se afastou de todos os parentes e por isso não sabemos o que vai ser feito”, disse a amiga de infância.

Os pais de Wesley são bastante humildes e por isso, alguns amigos pensam em levantar uma campanha para custear o translado e os custos funerais no Brasil. A produtora de eventos Rita Mondardo, que publicou uma nota no Facebook de que o mineiro trabalhou CottonWood Cafe, em Boston, convidou pessoas que também trabalharam lá para se unirem e ajudar. Ela não informou o que vai ser feito e também não respondeu a redação do BT.

 

 

Fonte: braziliantimes.com

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