Publicado em 12/02/2016 as 12:00am

Dentista brasileiro é morto a tiros na fronteira dos Estados Unidos

Advogado descarta, mas há suspeita de que ele estaria prestes a iniciar a travessia e amigos confirmam que ele queria se mudar para os EUA

O dentista Kennedy Max Velho, de 33 anos, que residia em Cuiabá (Mato Grosso), foi morto a tiros, em uma cidade na fronteira do México com os Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores no início desta semana.

O advogado da família, Rafael Panzarini, informou que Kennedy foi atingido por dois tiros, durante uma tentativa de assalto à residência onde ele estava. Kennedy chegou a ser socorrido em um hospital da cidade, mas faleceu. Outra pessoa que estava na casa também morreu. O advogado descartou a hipótese do dentista tentar entrar ilegalmente, nos Estados Unidos, pela fronteira com México. Mesmo assim existe a suspeita de que ele estaria a caminho da travessia.

Apesar da família, ele foi atingido por dois tiros durante uma tentativa de assalto, mas nem todos confirmam essa versão. Uma das amigas, que preferiu não se identificar, disse que a história está estranha, já que os familiares pouco falam. “Eu ouvi a versão do assalto e a versão de que ele foi morto ao tentar entrar nos Estados Unidos de forma ilegal”, disse ela ao Diário de Cuiabá.

Segundo as informações, desde que o dentista se envolveu em um acidente que matou a frentista Janaína Almeida Rodrigues, em junho do ano passado, ele vinha falando que queria mudar de vida e que iria embora para os Estados Unidos, onde recomeçaria uma “nova etapa”.

“Quando aconteceu o acidente, ele ficou muito abalado. Chegou a ir embora, para junto da família em Rondônia, mas sempre falando que queria ir para os EUA, recomeçar um novo capítulo na vida dele”, lembrou a amiga.

Ela lembrou que Kennedy era uma pessoa alegre, cheia de vida e que gostava de curtir ao lado dos amigos. “Um rapaz normal, gostava de estar junto dos amigos, ele dava vida aos lugares com seu senso de humor”.

Outro amigo também relatou que a história da entrada ilegal seria verídica e que no dia em que foi morto, morreram também os “coiotes” – apelido que é dado para quem tenta levar os imigrantes para o solo americano.  “Eu recebi isso por mensagem, não só eu, mas outros amigos do grupo também. Ele foi encontrado dentro de um banheiro, quando foi para o hospital, ficou em coma e, quando acordou, mandou uma mensagem dizendo que logo estaria de volta”, lembrou.

Quando essa versão começou a ser veiculada pela imprensa, o advogado Rafael Penzarini, que representa a família de Kennedy, divulgou uma nota negando a possibilidade e classificou a informação como “inverídicas e infundadas”.

Na argumentação, Penzarini ressalta que Kennedy é um profissional formado, com uma clínica odontológica na cidade e que não teria motivos para entrar de formar clandestina nos EUA.

Ao que se sabe, até agora, é de que o corpo do dentista será cremado no México. Um amigo cuiabano está no país auxiliando nos procedimentos de liberação. No entanto, não há informações de quando a urna chegará ao Brasil, mas ela irá direto para Rondônia, onde a família mora.

 

Fonte: braziliantimes.com