Publicado em 1/03/2016 as 12:00am

B&H Photo está sendo processada por discriminação

A gigante de eletrônicos em New York City, B&H Photo, é a preferida pelos brasileiros que desejam comprar eletrônicos nos EUA

Essa semana foi bem intensa para a mega loja B&H, que é uma das preferidas pelos brasileiros que desejam comprar eletrônicos em NYC, pois além do processo ainda teve de enfrentar os protestos em frente à sua unidade localizada na 34th street em Manhattan.

De acordo com as informações sobre o processo a loja teria forçado os funcionários hispanos a utilizarem banheiros separados dos outros funcionários. Além disso as mulheres que trabalham no armazém do Brooklyn estariam na mesma situação, utilizando os sanitários separados e alguns alegam que há discriminação contra os candidatos à vagas, que tenham origem asiática ou afro.

No início de fevereiro, a varejista foi multada em US$ 32.000 depois que se descobriu que ela não tinha grades de proteção nas plataformas levantadas no armazém.

Na opinião de alguns brasileiros a imprensa exagerou na forma de repercutir o caso, mas para outros ainda se trata de discriminação.

Ana Carolina Muller postou em uma página nas redes sociais que a loja pertence a judeus ortodoxos e esta atitude não seria nada discriminatória e sim religiosa “A B&H (Baruch Hashem – Bendito O Nome) é uma empresa de judeus ortodoxos e portanto tem suas regras e formas de conduta baseada em sua crença. Acho que a forma com que veicularam a notícia é antissemita e distorce a realidade do fato, que nada tem a ver com a origem, raça ou cor dos funcionários e sim tem a ver com o que os donos da empresa acreditam. Não significa que um banheiro é melhor ou pior do que o outro e sim que judeu ortodoxo usa banheiro de judeu ortodoxo e judeu não ortodoxo ou qualquer pessoa não ortodoxa não usa e ponto final. Os judeus ortodoxos levam tão a sério seu lado religioso que a B&H chega a ficar cerca de 14 dias fechada durante os feriados judaicos (setembro/outubro). Isso demonstra a importância mais religiosa do que financeira da empresa, que nem sempre pensa somente em lucros. Menos sensacionalismo, please”, declarou.

Deia Abreu discorda e diz que ainda acha que se trata de discriminação.  “Eu acho que independente da religião na minha opinião é discriminação, pois na hora de utilizar os serviços prestados e fazer a empresa ter lucro não há essa segregação. Turistas da América Latina rende muito lucro à loja e nada melhor do que contratar quem consiga cativar mais o cliente e vender mais, e conterrâneos conseguem isso com maior facilidade. Acho que as pessoas tem de respeitar suas religiões, mas tem de ter cuidado com a discriminação. Se não querem ofender ninguém então que deixe bem claro que só contratam pessoas que seguem os mesmos princípios religiosos, não gerando desconforto para ninguém”.

Se foi ou não apenas um mal entendido devido às questões religiosas, a loja já teve sua imagem exposta negativamente na mídia local e internacional ainda vai enfrentar o processo que foi aberto na última quinta-feira.

Na última sexta-feira o processo contra a loja foi destaque dos principais canais de notícias de New York e New Jersey, além de ser manchete em diversos jornais como o New York Post e New York Times.

Fonte: Marisa Abel