Publicado em 21/03/2016 as 8:30am

Brasileira precisa fazer transplante de rins para não morrer

Valéria nasceu com uma doença hereditária, chamada doença renal policística

A brasileira Valéria Falstad, moradora da cidade de Framingham Massachusetts, que vive há 14 anos nos Estados Unidos está precisando de um doador de rins com o tipo sanguíneo “O+” ou “O-”.

Valéria nasceu com uma doença hereditária, chamada doença renal policística. Essa doença tem como característica a presença de múltiplos cistos nos rins, que crescem lenta e progressivamente e são preenchidos com líquido, como se fossem várias bolhas cheias de água de diferentes tamanhos.

Essa doença não tem tratamento e não existe medicamentos para inibir o crescimento dos cistos.  A única cura para a doença renal policística é o transplante de rins. 

A brasileira, que vem sendo acompanhada por um nefrologista para manter o controle da pressão arterial e também monitorar a função renal, foi surpreendida no ano passado com o aumento do tamanho dos rins e o comprometimento das funções dos órgãos.

Os médicos, que achavam que ela poderia esperar mais tempo para entrar na lista de transplante, decidiram após vários exames realizados no final do ano passado colocá-la na lista da região de Massachusetts.

A lista de espera nessa região para o tipo de sangue O+ ou O- chega até 8 anos de espera. A busca desse doador está mais intensa desde Novembro do ano passado quando a brasileira entrou no último estágio da doença. Ela começou a fazer diálise diariamente para manter o mínimo de funcionamento dos rins.

Valéria que é casada, trabalha de segunda a sexta em uma empresa como “case manager”, aos Sábados ministra aulas de Português em um projeto para manter o português como língua de herança. Além dessas atividades Valeria fazia decorações de festas, mas teve que se afastar do planejamento e execução de festas por conta do agravamento de sua doença.

Ela é uma pessoa muito produtiva, organizada, profissional, gosta dessa energia diária. Ela tem muitos amigos que estão se mobilizando nas redes sociais para tentar encontrar um possível doador compatível. 

A doação de um órgão é uma coisa séria, mas não tira a vida de ninguém. Muitas pessoas nascem com um rim só e não sabem disso. É possível ter uma vida normal com um rim funcionando bem. Quem tem ou teve pressão alta, hepatite, câncer, diabetes, HIV você não pode ser doador. O possível doador não terá despesas com os exames e nem com a cirurgia. Todo o custo será pago pelo seguro de saúde da receptora. 

Quem tem sangue do tipo O+ ou O- e puder ajudar, faça contato através do telefone (774) 279-5968 e fale com Valéria para obter mais informações.

Fonte: Arilda Costa