Publicado em 6/05/2016 as 5:00pm

Brasileira quase cai em "golpe do cheque"

Este tipo de crime tem acontecido com frequência na comunidade brasileira e a polícia alega que não pode fazer nada

O Brazilian Times já publicou várias matérias referentes ao “golpe do cheque” e nesta semana mais uma brasileira procurou a redação do jornal para relatar que quase foi vítima deste tipo de crime. Segundo Marlene Gonçalves, que trabalha na área de limpeza de casas, ela publicou um anúncio em sum site oferecendo os seus serviços. “Foi ai que meu tormento começou”, fala ressaltando que vive com medo.

Ela explica que algum tempo depois de deixar de anunciar no site, especializado em divulgar prestadores de serviços, uma pessoa a contatou solicitando-a para trabalhar na limpeza de uma casa em construção. “Ele me mandou uma mensagem de texto através do meu celular pedindo meu e-mail para tratarmos do serviço. Achando que tudo era correto eu passei”, disse.

Segundo a brasileira, o homem explicou que ela teria que visitar a casa pelo menos das vezes por semana, das horas por visita e que pagaria $100 por cada vez. “O criminoso disse que estava se mudando para Massachusetts e que tinha pego um serviço grande e precisava de uma pessoa para a área de construção. Após algumas trocas de e-mails, fizemos o acordo”, fala.

Após os dois terem firmado o acordo, o criminoso solicitou o endereço físico de Marlene e disse que enviaria adiantado um cheque no valor da primeira semana e mais $100 para a compra de material de limpeza. “Mas quando o cheque estava por chegar, ele me ligou e disse que tinha cometido um equívoco e enviou um no valor de $3,500, o qual deveria ser destinado a uma missão cristã que ele fazia parte”, fala ressaltando que o homem pediu para que a brasileira depositasse, separasse a sua parte e o restante enviaria para uma conta que ele passaria assim que ela tivesse de posse do dinheiro.

Mas neste mesmo período, Marlene recebeu uma mensagem de outro número de telefone também solicitando seus serviços de limpeza. A história foi a mesma e assim que ela fechou o acordo, o suspeito disse que enviaria um cheque no valor de $1950, dos quais $400 seriam para pagá-la e o restante para depositar na conta do suposto dono da casa que ele o “contratante” teria alugado.

Marlene fala que já começou a ficar desconfiada, mas no sábado, dia 30 de abril, pegou os dois cheques e foi ao banco. Ao invés de depositar, ela foi ao caixa e perguntou se teria como sacar aqueles valores e a resposta foi sim. “Depois disso a pessoa começou a me mandar mensagens com o número de uma conta para fazer o depósito, mas uma pessoa do banco, ao qual sou cliente há 13 anos, me chamou para falar sobre os cheques”, disse.

Ela explicou que os cheques eram bastante suspeitos e que isso poderia dar problemas para a brasileira. “Então eu decidi devolver o dinheiro e procurar a polícia, mas fiquei sem saber o que fazer depois que um polícia apenas conversou comigo e meu marido dizendo que não podia fazer nada e que isso era muito comum”, explicou.

Mas os criminosos continuaram enviando mensagens para Marlene cobrando o depósito dos valores. “Eu não respondi a nenhuma delas nesta semana, eles enviaram um texto dizendo que iriam me denunciar para o FBI e que eu fazia parte do esquema deles”, fala ressaltando que novamente procurou a polícia e a resposta foi, mais uma vez, de que nada poderia ser feito.

Depois que o policial disse isso pela segunda vez, meu marido enviou um e-mail para estas pessoas pedindo para que eles parassem de mandar mensagens, pois o caso já tinha sido denunciado à polícia. “Mas eu ainda estou com medo, pois eles têm meu endereço e ninguém sabe o que um criminoso deste tipo é capaz de fazer”, finaliza.

ALERTA

O caso se Marlene serve como alerta para a comunidade brasileira, que tem sido um dos principais alvos destes criminosos. As autoridades alertam para que quem se encontrar em situação parecida, evite seguir adiante com as exigências destes criminosos. Eles utilizam contas e cheques falsos e na maioria das vezes fica difícil rastrear para onde vão os depósitos feitos pelas vítimas.

Fonte: braziliantimes.com