Publicado em 1/06/2016 as 1:00pm

Começa julgamento de agentes do DEA que tinham clube de strip com brasileiras indocumentadas

Além de dançarinas do Brasil, havia no local várias imigrantes da Rússia e todas tinham que pagar uma taxa para trabalhar, segundo a denúncia

Um promotor de New York falou ao Júri durante um julgamento criminal que um agente do Drug Enforcement Administration (DEA) e outro funcionário mentiram ao não revelar que eram proprietários de um clube de strip em South Hackensack, New Jersey.

Segundo as provas apresentadas ao Tribunal pelo Promotor Paul Monteleoni, na terça-feira, dia 24 de Maio, durante a abertura do julgamento de Glen Glover e Davis Polos. O primeiro acusado é um especialista em telecomunicações que estava afastado de suas funções. O segundo é um agente aposentado encarregado do escritório em New York.

O advogado de Defesa, Marc Mukasey, disse que os promotores estão equivocados, pois não se trata de um trabalho e sim um hobby dos seus clientes. Por isso eles não descrevam em suas declarações.

Marc afirma ainda o fato de os réus serem proprietários do clube, o Twins Plus Go­Go Lounge, “era um segredo aberto”. Mas o Promotor disse que um vídeo mostrando que havia sexo explícito no local e outras evidências provam que que os réus tinham motivos para ocultar que eram donos do estabelecimento.

Ainda, segundo a promotoria, Polos acertou para que uma dançarina, com quem ele mantinha "um relacionamento íntimo", tivesse turnos de trabalho extras para que pudesse pagar o "coiote", o qual tinha facilitado a sua transferência para a área de Newark.

Segundo um indiciamento feito em janeiro, uma das declarações falsas dadas por Polos durante a verificação de seus antecedentes era que ele não tinha tido contato íntimo ou contínuo com imigrantes, quando na realidade, segundo o governo, ele manteve um relacionamento íntimo com a dançarina.

Segundo a acusação, as evidências também vão mostrar que Polos e Glover administravam o clube "à base de dinheiro vivo, sem documentação fiscal, sem retenção ou pagamento de impostos trabalhistas".

O Promotor relatou ao Juri que Glover pegava “taxas da casa” de dançarinas, a maioria era imigrantes indocumentadas do Brasil e da Rússia, as quais pagavam $10 a $30 por noite para poder trabalhar no local. Algumas delas eram envolvidas em atos sexuais com clientes e funcionários, segundo a denúncia.

Fonte: braziliantimes.com

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