Publicado em 3/06/2016 as 7:00pm

Prefeito de Boston nega participar de programa anti-imigrante

O prefeito Martin Walsh nega participação em programa que autoriza policiais deterem imigrantes para o ICE

O prefeito de Boston (Massachusetts), Martin Walsh, afirmou nesta quinta-feira (02), que a sua administração não seguirá as mudanças assinadas pelo Governador Charlie Baker em relação à participação em um programa considerado anti-imigrante, chamado de Priority Enforcement Program (PEP).

A atitude de Baker cancela uma determinação do ex-governador Deval Patrick e proporciona aos policiais do estado uma nova parceria com as agências federais, inclusive o Departamento de Imigração. “Não, absolutamente não, de maneira alguma”, disse Walsh quando indagado sobre as alterações proposta pelo governador. “Eu não vejo policiais como oficiais de imigração. Eles têm a suas próprias funções e devem exercê-las”, continuou.

O prefeito acrescentou que em determinadas situações, a polícia de Boston poderá ajudar os agentes federais, mas se negou autorizar os policiais da cidade a deter imigrantes para o Immigration and Customs Enforcement (ICE) por pequenas violações ou infrações de trânsito. “Eu não vejo valor isso”, acrescentou.

A notícia divulgada hoje abalou as comunidades imigrantes, pois o Governador anunciou que entrou em vigor a parceria com o programa e que agora os policiais do estado terão o direito e ferramentas para deter imigrantes procurados pelas autoridades federais, entre elas o departamento de imigração.

O prefeito de Boston afirmou, ainda, que esta decisão pode prejudicar a comunicação entre os imigrantes e as autoridades, bem como amedrontar uma testemunha de algum crime pelo fato dela temer ser entregue para a Imigração. “Nós não fazemos isso em Boston. O que fazemos é, quando a polícia faz uma batida de trânsito, se houver um imigrante não questionamos o seu status legal”, disse. “Mas se há um crime grave e nós descobrimos que esta pessoa está em situação irregular no país, comunicamos as autoridades federais”, continuou.

Ele ressaltou, ainda, que o trabalho dos policiais não é fazer fiscalização de imigração e sim aplicar as leis para garantir a segurança da cidade. “Eu ainda não sei qual o impacto desta mudança, mas o meu escritório “Immigrant Advancement” vai discutir o assunto”, concluiu.

Fonte: braziliantimes.com