Publicado em 20/06/2016 as 10:00am

Babysitter tem telefone clonado após divulgar trabalho em grupo nas redes sociais

Brasileira tem telefone clonado

A brasileira Dayane Rodrigo Freitas, que reside em Connecticut, teve seu telefone clonado após fazer um post em uma comunidade destinada à brasileiras que vivem no Estado. O grupo, que já ajudou muita gente a vender, comprar, arrumar emprego e muitas outras utilidades, é uma ferramenta que milhares de mulheres utilizam para divulgar seus produtos e serviços.

Dayane conta que fez um post oferecendo seus serviços de babysitter, divulgou algumas fotos e seu telefone de contato, prática que a maioria dos brasileiros que vivem nos Estados Unidos utiliza para ampliar o network e fazer propaganda, no entanto, menos de 24 horas após o post ela descobriu que seu telefone tinha sido clonado.

“Meu filho recebeu uma ligação e no indicador de chamadas apareceu ‘mamãe’, maneira na qual ele registrou meu nome. Foi quando uma mulher começou a perguntar como ele estava e esta estava se passando por mim. Ele logo reconheceu que não era minha voz e começou a questionar quem era. Ela perguntava: ‘como você está meu filho?’ ‘Já almoçou?’. Ao ser questionada por ele, que afirmava que não era a verdadeira mãe no telefone ela respondeu: ‘sou eu fim FIO’, maneira da qual eu utilizo”.

A brasileira conta que depois disso, que ele afirmou saber que não era a mãe dele no telefone a mulher começou a fazer ameaças à família e a ele. Ela explica que, como o caso está em investigação, não pode dar mais detalhes.

A polícia especializada neste tipo de crime já iniciou as investigações sobre o caso e Dayane está na expectativa de poder anunciar em breve o nome da pessoa que fez as ameaças.

Dayane tem certeza que foi alguém do grupo, pois não passou seu número de telefone para mais ninguém e o fato aconteceu logo após seu post de trabalho lá.

São mais de cinco mil mulheres que participam desta comunidade e uma das administradoras já se prontificou a ajudar e pediu para que Dayane a mantenha informada, no entanto ela tem de aguardar a ação da polícia para depois fazer qualquer pronunciamento.

Sobre o ocorrido ela disse que está muito triste, pois na nossa comunidade está difícil trabalhar honestamente e se destacar que logo aparece alguém para te “puxar o tapete”.

“Esse país é muito acolhedor, mesmo para aqueles que são ilegais, mas algumas pessoas da nossa comunidade brasileira acaba com nossos valores e baixa a nossa moral”, desabafa.

Ela diz se sentir impotente diante da situação, neste momento, e ainda está apreensiva, pois seu filho ainda está muito assustado com tudo que passou.

“Além disso fiquei muito nervosa e triste, mas vou continuar trabalhando e fazendo isso da melhor maneira possível. A polícia me instruiu a não fazer nada até que possamos colocar essa pessoa na cadeia, e é o que vou fazer”, completou.

Fonte: Marisa Abel