Publicado em 29/06/2016 as 7:00pm

Brasileira pede ajuda para retirar marido da imigração em MA

Mais uma família imigrante vive o medo da separação provocada por uma provável deportação

A curitibana Claudicéia Souza Pereira, 36 anos, conversou com a redação do jornal Brazilian Times e contou um pouco do drama que vive desde sexta-feira (24). Ela chegou aos Estados Unidos no dia 19 deste mês, com um filho de 13 anos de idade. Cinco dias antes, seu esposo, o goiano Wellington Pereira, 34 anos, entrou no país com uma filha de 9 anos.

Em ambos os casos, eles foram presos por agentes de imigração no Texas e se apresentaram em um Tribunal, o qual decidiu marcar uma audiência para junho do ano que vem. Foram colocadas no casal tornozeleiras com monitoramento eletrônico e determinado que eles tinham autorização de transitar somente nos estados de New Hampshire, Massachusetts, Connecticut e Rhode Island.

Mesmo sendo monitorado e com tribunal marcado para daqui um ano, o casal estava feliz, pois tinham esperanças de uma legalização no país. Isso porque ambos os filhos são nascidos nos Estados Unidos. Mas na sexta-feira, dia 24, começou o drama de Claudicéia. “Na quinta-feira (23), meu marido foi trabalhar e inocentemente entrou no estado de Maine para realizar um serviço”, disse ela ressaltando que ele deixou o celular no interior da camionete para subir no telhado. “Ele trabalha com instalação e manutenção de calhas”, continua.

Claudicéia relata que o marido terminou o serviço e foi checar o telefone e viu 20 ligações não atendidas da central que monitora a tornozeleira. “Ele ligou de volta e foi informado que ele estava em um local que não poderia estar. Imediatamente Wellington pediu desculpas e a pessoa do outro lado da linha solicitou que ele retornasse para a área de permissão e que no dia seguinte comparecesse ao escritório em Burlington”, explica ela.

O brasileiro, sem saber o que o aguardava, foi ao escritório, mas foi preso e encaminhado para um centro de detenção de imigrantes em Boston (MA). “Ele saiu com a mochila de trabalho e estava todo feliz com o nosso retorno para este país”, disse Claudicéia.

Claudicéia disse que está desesperada, pois não tem condições de trabalhar e nem dinheiro para pagar um advogado. “Já conversei com alguns e o valor mínimo que me cobraram para assumir o caso é de US$4 mil. Eu não tenho este dinheiro. Eu não tenho nem dinheiro para comprar pão para os meus filhos e estou vivendo de favor na casa de uma amiga na cidade de Woburn”, fala. “Um advogado disse que como temos filhos americanos, meu marido tem direito de uma fiança e o valor pode ser de US$1,500 a US$18 mil”, continua.

CAMPANHA

Como não tem condições de arrumar o dinheiro tanto para o advogado quanto para um provável fiança, Claudicéia iniciou uma campanha e conta coma ajuda da comunidade e dos amigos. Quem quiser ajudar, pode fazer uma doação através de uma conta aberta no site Go Fund Me (www.gofundme.com/2bnetxw). O objetivo é arrecadar US$10 mil que serão usados para despesas advocatícias e manutenção da família até a liberdade de Wellington.

Quem não doar pelo site, pode entrar em contato com ela pelo telefone (978) 398-5874.

Fonte: Luciano Sodré