Publicado em 3/08/2016 as 7:00pm

Personalidades de Massachusetts

Nossa entrevista de estreia é com a representante da Fundação Icla da Silva em Massachusetts: Maria Tshaen Santos

Com essa nova sessão: “Personalidades de Massachusetts”, o Brazilian Times pretende entrevistar os mais diversos perfis de personalidades da nossa comunidade. De pessoas anônimas às pessoas públicas.... Desde a dona de casa ao artista ou empresário bem-sucedido. O intuito aqui é conhecermos as histórias de brasileiros que que não desistem nunca: que acordam todos os dias cedo, “arregaçam as mangas” e vão em busca do sustento para a sua família, que sonham com o reconhecimento de um dom artístico ou esportivo, brasileiros que chegaram aqui com a roupa do corpo e hoje são empresários bem-sucedidos, pessoas que se doam para ajudar a comunidade, que estão à frente de causas sociais.... Enfim, queremos saber quem são esses brasileiros e contar um pouco da sua história.

Se você é ou conhece alguém assim? Mande-nos suas sugestões de entrevistas através de nossa página no Facebook e você pode ser ou mesmo indicar os nossos próximos convidados!

O espaço tem sua estreia com uma brasileira, muito conhecida em nossa comunidade por sua luta na divulgação da importância da doação de medula óssea. Maria Tschaen Santos, tem 48 anos, é nascida em Marechal Floriano (ES), mora em Wayland, mudou-se aqui para os Estados Unidos há 24 anos e atualmente está à frente da Fundação Icla da Silva, sendo a representante do estado de Massachusetts e recrutando possíveis doadores de medula óssea.

Conheça um pouco mais sobre essa brasileira, que faz a diferença em nossa comunidade, neste bate-papo com o Brazilian Times.

BT: No Brasil você já atuava a frente de causas sociais?

Maria Tschaen Santos: No Brasil não existia muitas oportunidades de voluntariado quando eu residia lá, porém cheguei a me vestir de Papai Noel algumas vezes para distribuir presentes a crianças carentes.

BT: Nesses 24 anos de América, do que você mais sente falta no Brasil?

Maria Tschaen Santos: Do aconchego dos familiares, do almoço de domingo em família, do abraço da minha mãe...

BT: O que você mais gosta de fazer nos momentos de lazer?

Maria Tschaen Santos: Adoro passar o tempo com a minha família e apreciar a natureza.

BT: Quando e como surgiu a oportunidade de você trabalhar na Fundação Icla da Silva?

Maria Tschaen Santos: Trabalhei dois anos como voluntária, jamais imaginei um dia ser contratada. Em março de 2015 surgiu a oportunidade de trabalho. Adoro meu trabalho e todos que me conhecem sabem o quanto o faço com dedicação e amor.

BT: Você já teve algum caso de leucemia em sua família?

Maria Tschaen Santos: Graças a Deus nunca, porém como falo para todos, ninguém está isento pois a cada 3 minutos alguém tem o diagnóstico de Leucemia no mundo, pode ser qualquer um de nós!

BT: Como tem sido a participação da comunidade brasileira nas campanhas da Fundação Icla da Silva?

Maria Tschaen Santos: Tem sido boa. Temos tido a ajuda de líderes comunitários e melhorou muito depois que o Consulado Brasileiro em Boston notou a importância do nosso trabalho humanitário e está nos apoiando, permitindo sempre a nossa presença nos consulados itinerantes. Agradeço muito a Embaixadora Glivania pela iniciativa.

BT: Nesse tempo de trabalho à frente da Fundação, qual história mais a emocionou?

Maria Tschaen Santos: Um dos casos que mais me emocionou foi o do jovem Gleidson Gonçalves de 28 anos, diagnosticado com Leucemia, que veio a falecer no dia 01/04/16 devido a não ter encontrado um doador compatível. Trabalhei todos os finais de semanas junto com meus voluntários, as vezes fazendo até 3 campanhas por dia, porém só tivemos 2 meses para lutar pela sua vida. Gleidson e seus familiares não conheciam a Fundação, ele só veio ter conhecimento em fevereiro deste ano. Na época dele muitos ligavam, mandavam recados no Facebook e depois que ele faleceu, as pessoas nem sequer curtem os posts que público. Infelizmente o Gleidson faleceu, mas e as outras vidas? Será que não merecem também o carinho que tivemos para com ele?

BT: Qual é o seu maior sonho?

Maria Tschaen Santos: Meu maior sonho é encontrar um doador compatível para cada paciente que precisa de transplante de medula óssea. Todas as vezes que vou para uma campanha, me sinto como indo para uma guerra contra a leucemia, para ajudar os pacientes a encontrarem o seu anjo doador, porém essa guerra não se vence sozinha. Somente com muitas pessoas no registro poderemos salvar vidas!

BT: Qual o recado que você deixa para os leitores do Brazilian Times?

Maria Tschaen Santos: O recado que deixo a todos os leitores é:  se você ainda não está registrado e tem entre 18-44 anos, registre-se. Independente do seu status imigratório você poderá se inscrever. O teste é muito simples, apenas 4 cotonetes esfregados nas partes internas das bochechas. Alguém em algum lugar do mundo, acorda todos os dias orando por você, para que você se registre e salve a vida do seu ente querido. A doação de medula óssea é uma prova de amor ao próximo. Se você está à frente de algum grupo de pessoas, algum evento público ou até mesmo de alguma instituição religiosa, entre em contato conosco para marcarmos uma campanha. Doe vida em vida. Para mais informações, entre em contato no telefone (617) 519-3850.

Fonte: Thais Partamian Victorello